Acção hoje no PR e no PM pela refinaria do Porto

Uma vez que o primeiro-ministro e o Presidente da República persistem em fugir às suas responsabilidades, recusando-se a intervir para inverter a intenção de encerramento da refinaria da Petrogal em Matosinhos, as organizações representativas dos trabalhadores decidiram levar a cabo uma nova acção de luta, hoje, dia 18, em Lisboa.

A Comissão Sindical Nacional da Fiequimetal na Petrogal anunciou, em comunicado aos trabalhadores, a realização de dois momentos de protesto: às 10h30, junto da residência oficial do primeiro-ministro, e às 12h00, frente à residência oficial do Presidente da República.

A Secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, participa na primeira concentração.

O ranking
das «lebres»

«Ao contrário do que é afirmado, o ranking agora publicado serve como um esteio da política de terra queimada, levada a cabo pelo Governo, no encalce directo das directivas europeias que, por sua vez, correspondem às instruções dos grandes especuladores mundiais», comentou a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal.

Num comunicado de dia 15, a CCT reagiu à publicação de um «ranking das instalações nacionais emissoras de CO2, que coloca à cabeça a refinaria de Sines». Os promotores desta iniciativa, numa «cruzada pela redução das emissões de gases com efeito de estufa a zero, em 2030», «pretendem antecipar os objectivos do Acordo de Paris, agindo como lebres para uma suposta agenda climática».

Para a CCT, «trata-se do afloramento nacional de um movimento internacional onde pontuam associações de vários matizes político-ideológicos que coincidem nos objectivos com o multimilionário Bill Gates».

 



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