PCP felicita Frente Polisário pelo 45.º aniversário da RASD
INDEPENDÊNCIA O PCP congratulou o povo sarauí e a Frente Polisário, sua legítima representante, pelo 45.º aniversário da proclamação da República Árabe Sarauí Democrática (RASD), que se comemorou no dia 27 de Fevereiro.
Povo sarauí luta há décadas pelos inalienáveis direitos nacionais
«A proclamação da RASD constituiu um importante passo na luta do povo sarauí pela conquista da sua libertação nacional, com vista à concretização do inalienável direito a um Estado soberano e independente no Sara Ocidental, legítima aspiração negada pela sua ilegal ocupação por parte do Reino de Marrocos», considera o PCP numa mensagem dirigida à Frente Polisário.
Os comunistas portugueses realçam que o povo sarauí luta há décadas pelo cumprimento dos seus inalienáveis direitos nacionais, de acordo e no respeito dos princípios da Carta da ONU, do direito internacional e das inúmeras resoluções pertinentes das Nações Unidas.
O PCP reafirma a sua condenação da «política marroquina de agressão e opressão do povo sarauí e de ilegal ocupação dos territórios do Sara Ocidental» e responsabiliza o Reino de Marrocos pela actual deterioração e escalada na situação.
O PCP assegura que continuará a intervir em Portugal em prol da solidariedade com «a persistente e corajosa luta da Frente Polisário e do povo sarauí, consciente e determinado na justeza da sua causa nacional, inseparável das suas aspirações de justiça e progresso social».
Recordando que a Constituição da República Portuguesa reconhece, entre outros importantes princípios das relações internacionais, o direito dos povos à autodeterminação, à independência e ao desenvolvimento e que preconiza a abolição do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, o PCP garante que «continuará a intervir junto do Governo português, e a intervir e noutras instituições, nomeadamente na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, com vista a uma acção efectiva e coerente em prol de uma solução justa para o conflito do Sara Ocidental, o que passa necessariamente pelo imediato cumprimento do direito à autodeterminação do povo sarauí».