China reafirma defesa da sua integridade e soberania
Um porta-voz do Ministério da Defesa da República Popular da China, Wu Qian, reiterou no dia 28 de Janeiro que Taiwan é uma parte da China e que a separação desse território está fora de questão.
Comentando as recentes actividades militares realizadas pelo Exército de Libertação Popular no Estreito de Taiwan, Qian garantiu serem as «necessárias para abordar a situação actual de segurança no Estreito de Taiwan e salvaguardar a soberania e a segurança nacionais». «São uma resposta solene a interferências estrangeiras e provocações pelas forças de “independência de Taiwan”», destacou o porta-voz.
A ilha de Taiwan tem uma administração própria desde 1949, quando o general Chiang Kai-shek (1887-1975), juntamente com outros simpatizantes do partido nacionalista Kuomintang, se refugiou ali após ter sido derrotado pelos revolucionários chineses liderados pelo Partido Comunista da China.
Pequim considera Taiwan como uma província da República Popular da China.
A generalidade dos países no seio das Organização das Nações Unidas reconhece Taiwan como parte integral da República Popular da China.
China exerce soberania sobre Hong-Kong
A China deixou de reconhecer os passaportes emitidos pelo Reino Unido para os habitantes de Hong Kong, anunciou em Pequim um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian.
«A partir de 31 de Janeiro, a China não reconhecerá os denominados passaportes BNO [British National Overseas] como documentos de viagem ou de identidade, reservando o direito de adoptar mais medidas», pormenorizou o diplomata.
Zhao Lijiam acusou o Reino Unido de tentar minar a soberania da República Popular da China e de ingerência nos assuntos internos de Hong Kong e China.
A 29 de Janeiro, o governo de Londres aprovou uma ampliação dos direitos de migração para o Reino Unido aos cidadãos de Hong Kong com «passaporte britânico do ultramar».
Antes, esse documento só concedia o direito a entrar no Reino Unido sem visto por seis meses. A partir de agora, os titulares de BNO e seus familiares elegíveis poderão permanecer no Reino Unido cinco anos, inclusivamente para trabalhar ou estudar. Findo esse período, poderão solicitar o estatuto de residente e reclamar, um ano mais tarde, a plena nacionalidade britânica. De acordo com diversas estimativas, cerca de 5,4 milhões do total de 7,5 milhões de cidadãos chineses com origem em Hong-Kong possuem esses passaportes.
Hong Kong foi uma colónia britânica, tendo a China recuperado a soberania sobre este seu território em 1997.