Síria: transferência de terroristas para base militar norte-americana

TERRORISMO A Síria denunciou recentemente a transferência de 60 membros do autodenominado «Estado Islâmico» (EI) para a base militar norte-americana ilegal em Al Tanef, na fronteira com o Iraque e a Jordânia.

Os EUA continuam a apostar na desestabilização da Síria

De acordo com dados revelados, 10 terroristas detidos na prisão Camp Bulgar, a leste da cidade de Shaddadi, e outros 50 que se encontravam na antiga escola industrial em Hasakeh foram transportados, sob forte escolta, para as referidas instalações dos Estados Unidos.

Meios de comunicação sírios, citados pela Prensa Latina, referem vários activistas locais que identificaram no grupo os iraquianos Khadhim Hasan al-Jalqam, especialista no fabrico de artefactos explosivos improvisados, e Shefan Jadou al-Hamad, perito em blindar e minar viaturas.

A partir da base de Al Tanef, com cerca de 55 quilómetros quadrados, a uma distância de 220 quilómetros de Damasco, os militares norte-americanos preparam membros do EI, integram-nos em outros grupos com diversas denominações e promovem ataques contra o exército Sírio no vasto deserto de Al Badiya.

A Síria tem denunciado estes casos, confirmados pela Rússia e pelo Irão, com base em testemunhos de desertores. Um deles, o sírio Mohamed Usein Saud, recrutado pelo EI em Palmira, em 2015, contou que os norte-americanos lhe pagavam 300 dólares mensais, tendo participado em assaltos e tráfico de drogas, em acções de vigilância ao campo de refugiados de Rubkan e na transmissão de informações a agentes britânicos, na base de Al Tanef.

Outros desertores, em 2019 e 2020, confirmaram tais versões e indicaram que, dessa forma, são preparadas operações militares contra o exército sírio e efectivos da Rússia em zonas desérticas de Al Badiya, intensificados nos últimos meses com atentados mortais na estrada de Palmira e zonas próximas.

Informações deste tipo, reveladas desde 2016 de forma consecutiva, aparecem também no diário britânico Daily Star e em declarações à BBC do ex-embaixador britânico na Síria, Peter Ford, que aludiu também à presença de agentes alemães que colaboram com os EUA e o Reino Unido na região.




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