Tomaram posse os novos deputados da Assembleia Nacional da Venezuela
PARLAMENTO Em Caracas, no dia 5, tomou posse a Assembleia Nacional da Venezuela, cuja composição, saída das eleições de 6 de Dezembro, reflecte a ampla maioria conquistada pelo Grande Pólo Patriótico.
Grande Pólo Patriótico elegeu 256 dos 277 membros do parlamento
O parlamento venezuelano iniciou na terça-feira, 5, o mandato de 2021-2026, com a presença dos novos 277 deputados eleitos nas legislativas de 6 de Dezembro. O Grande Pólo Patriótico, integrado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e forças políticas suas aliadas, obteve uma confortável maioria, conquistando 256 dos assentos no órgão legislativo. O Partido Comunista da Venezuela, integrado na Alternativa Popular Revolucionária, elegeu o seu Secretário-geral, Oscar Figuera.
A maioria parlamentar escolheu Jorge Rodríguez como novo presidente da Assembleia Nacional, que no acto de posse expressou o seu apego à Constituição. «Qual a razão suprema da nossa presença aqui? (…) Estamos aqui por mandato do livro do povo, porque uma democracia é sustentada no corpo de leis, porque não há democracia se não se respeitarem as normas», afirmou o até há pouco vice-presidente para as áreas de Comunicação, Cultura e Turismo.
Na primeira sessão do novo parlamento, o deputado Diosdado Cabello, vice-presidente do PSUV e designado líder da bancada do Grande Pólo Patriótico, propôs os nomes da junta directiva da Assembleia Nacional. Além de Jorge Rodríguez, presidente, foram eleitos Iris Varela, primeira vice-presidente, e Didalco Bolívar, segundo vice-presidente. Integram ainda a junta as deputadas Rosalva Gil e Inti Hinojosa, como secretárias, igualmente do Grande Pólo Patriótico.
Todos os deputados prestaram juramento, comprometendo-se a defender a Constituição, as leis e a soberania e integridade territorial da pátria venezuelana.
Antes da posse da nova Assembleia Nacional, os deputados eleitos participaram, na Praça Bolívar, numa homenagem ao Libertador. Depois desfilaram até à Assembleia Legislativa, recolocando ali as imagens de Simón Bolívar e do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chavez, que há cinco anos haviam sido retiradas pela oposição golpista.
Na véspera, numa reunião com deputados eleitos, o presidente Nicolás Maduro realçou a necessidade de o novo parlamento dar ênfase ao diálogo político, à reconciliação e à inclusão na economia do país, assim como à função de controlo pelo órgão legislativo.