Preservar a memória da resistência prosseguindo a luta pela democracia
RESISTÊNCIA João Ferreira visitou, no dia 30, o Forte de Peniche, que albergará o Museu Nacional Resistência e Liberdade, mas onde é já possível conhecer e honrar os que pagaram com a liberdade – e com a vida – a luta por um País mais justo.
João Ferreira recebeu o apoio de mais de 170 antigos presos políticos
O Museu Nacional Resistência e Liberdade é uma conquista dos democratas e antifascistas portugueses que, tendo a seu lado o PCP e a URAP, travaram a transformação da fortaleza de Peniche numa pousada. O Museu, que na verdade ainda não existe (o projecto de arquitectura e musealização estão aprovados, assim como as obras de salvaguarda e reabilitação da muralha e do edificado), já foi visitado por muitos milhares de pessoas, assumindo-se como um local de visita obrigatória para todos quantos quiserem conhecer o que foi o fascismo e a luta pela liberdade.
Ao parlatório e à cela onde esteve Álvaro Cunhal, há muito musealizados, somaram-se nos últimos dois anos o memorial com os nomes dos mais de 2000 presos políticos que ali estiveram, a escultura de José Aurélio e a exposição temporária Por teu livre pensamento, que inclui importantes documentos, materiais e testemunhos relativos ao fascismo e à resistência, às condições prisionais e às fugas.
Apoios marcantes
O candidato a Presidente da República visitou todos estes espaços, acompanhado por alguns dos antigos presos políticos que compõem um grupo de mais de 170 que nesse mesmo dia manifestou o seu apoio à candidatura de João Ferreira. O apoio destes heróis, como os classificou o candidato, dá à sua candidatura «mais força para prosseguir o caminho». E que caminho é esse? O da defesa da democracia, da paz e da liberdade, valores inscritos na Constituição de Abril, pelos quais tanto sacrificaram esses resistentes e que hoje necessitam uma vez mais de ser defendidos e projectados.
Entre os apoiantes, destacam-se Américo Leal, António Borges Coelho, Conceição Matos, Domingos Abrantes, Jaime Serra, José Pedro Soares, Manuela Bernardino, Mário de Carvalho, Modesto Navarro, Teresa Dias Coelho, Vítor Dias. «Em tempos em que, de novo, crescem fundadas razões de preocupação com o ascenso de forças de extrema-direita e fascistas, a candidatura é uma voz mais no grito que tem de crescer e que afirma 25 de Abril sempre, Fascismo nunca mais!, lê-se na nota de imprensa da candidatura emitida a este respeito.
Na afirmação e no reforço da candidatura de João Ferreira a Presidente da República e dos seus valores, todos os apoios contam. Mas é inegável que estes têm um significado especial – e particularmente revelador.