PCP prossegue audições sobre situação nas artes
INTERVIR No Porto e em Viseu, o Partido auscultou, a semana passada, profissionais do Cinema e Audiovisual e da Cultura, iniciativas em que esteve a deputada Ana Mesquita.
A política cultural, a situação do cinema, a produção e fruição cinematográfica nacional, o funcionamento do Instituto do Cinema e Audiovisual, o apoio ao cinema de autor e às produções independentes, a precariedade no trabalho, as opções políticas do Governo, de favorecimento das grandes plataformas e distribuidoras, foram alguns dos temas discutidos na iniciativa que juntou, dia 14, na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, produtores, realizadores, directores de festivais e associações representativas do sector.
Segundo informou, em nota, o Sector Intelectual da Organização Regional do Porto do PCP, a intervenção do Partido em defesa desta área e dos seus profissionais foi amplamente reconhecida, tendo a deputada comunista Ana Mesquita dado conta de algumas das iniciativas e deixado o compromisso de continuar a intervir sobre as questões do cinema e por uma política de valorização da cultura.
Já no dia 12, em Viseu, a eleita do PCP na Assembleia da república esteve com trabalhadores da Cultura e representantes de associações do distrito de diversas áreas.
A reunião permitiu apurar dados concretos acerca das reais dificuldades com que aqueles se deparam no actual contexto. Uma situação de desresponsabilização do Estado, marcada pelo subfinanciamento crónico e pela total desfragmentação do sector, sublinhou a Direcção da Organização Regional de Viseu (DORV) do PCP.
A ausência de medidas de apoio agravam a falta de condições para a produção e a fruição culturais, estão a pôr em causa a sobrevivência de várias estruturas culturais do distrito e a deixar muitos profissionais sem qualquer tipo de auxílio e sem perspectivas de futuro, insiste ainda a DORV.
No encontro, Ana Mesquita reiterou a necessidade de criar medidas excepcionais de protecção dos trabalhadores da Cultura e das Artes, bem como de estratégias de apoio descentralizadas e alargadas às pequenas estruturas.
O PCP bateu-se pela inclusão de medidas de apoio ao sector no Orçamento do Estado para 2021. Algumas foram consideradas, mas ainda assim estão muito aquém do que se exigia, lembrou-se ainda.