A luta pela igualdade exige mais do que palavras

A deputada comunista Alma Rivera saudou os trabalhadores da multinacional francesa da indústria da aeronáutica LAUAK, que conseguiram através da luta a reintegração de oito trabalhadoras recentemente mães, em gozo de direitos de parentalidade, que haviam sido alvo de despedimento colectivo.

Uma saudação com especial significado feita na sessão plenária de dia 16 e com a qual abriu a sua intervenção no debate sobre a apreciação do relatório sobre o Progresso da Igualdade entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional.

E o que revela esse documento? Que «entre a igualdade na lei e na vida vai um grande passo», que a actual organização do trabalho, com o profundo desequilíbrio entre patronato e trabalhadores, «redunda inevitavelmente numa situação mais fragilizada para as mulheres», disse a parlamentar do PCP.

Uma desigualdade gritante que se revela, entre outros aspectos, na disparidade salarial (mulheres auferem menos 225 euros por mês do que os homens), no desemprego, na precariedade laboral, na desregulação dos horários de trabalho, na degradação das carreiras, na violação de direitos laborais e sociais.

Donde, concluiu, «há um longo caminho a percorrer», uma luta que sendo das mulheres é também uma «luta de todos pela democracia, que aproveita a todos e para a qual os homens são chamados também».

Uma luta que é pela igualdade, mas que é simultaneamente pelo reforço dos direitos e aumento dos salários, pela regulação dos horários, pela revogação das normas gravosas do código do trabalho, em suma pelo combate à exploração.

Daí que, mais do que apregoar a igualdade em palavras, como se ouviu no debate, o que importa mesmo é o que se faz relativamente aos direitos, aos salários, ao aumento do SMN, à regulação dos horários, sustentou Alma Rivera, lembrando que nessa luta as mulheres e todos os trabalhadores sabem que podem contar com o PCP.



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