Encontro marcado na 45.ª Festa do Avante!
A Festa do Avante! de 2020 constituiu um notável êxito do colectivo partidário, uma importante demonstração de determinação e militância que importa valorizar e projectar para a intervenção futura.
A Festa do Avante! resgatou a alegria, a cultura e a esperança
Um êxito para o qual contribuíram muitos militantes do PCP e da JCP e também muitos amigos do Partido e da Festa, todos os seus visitantes que nela participaram, todos aqueles que contribuíram para a sua realização, construção e funcionamento, que a divulgaram, que não participando adquiram a EP – Título de Solidariedade, todos os artistas que valorizaram o seu programa cultural, todos os técnicos e trabalhadores da cultura e de outras áreas. Com todos é justo que se partilhe o sentimento de orgulho com a sua realização, com a forma como decorreu, o sentimento de confiança e de esperança que dela transpareceu.
A Festa do Avante! que se afirmou no nosso País como a maior iniciativa político-cultural e espaço de valorização das artes e da cultura, ao mesmo tempo que se enraizou em gerações de jovens e trabalhadores e no povo português, foi sendo alvo do ódio das forças reacionárias e do grande capital, que este ano viram a oportunidade de, aproveitando o pretexto do vírus, contra ela lançarem uma feroz campanha, instrumentalizando o medo e visando impedir ou condicionar a sua realização.
Procurando esconder os seus reais propósitos, à sombra da defesa da saúde, utilizaram de todos os instrumentos ao seu dispor, da mentira à deturpação, apoiados na comunicação social dominante e nos seus comentadores de serviço, para lançar anátemas sobre a Festa e os seus visitantes, para desvirtuar a sua natureza e objectivo e para agigantar o medo visando atingir a Festa e o PCP, identificado pelo grande capital como o mais sólido obstáculo aos seus projectos de aumento da exploração e de ataque ao regime democrático.
Na sua ânsia de atemorizar, tivemos a oportunidade de ver nos principais canais de televisão, imagens de festas anteriores e dos seus comicios, que na altura procuraram reduzir à presença do Secretário-geral do PCP, a uma iniciativa de reentré ou ao encontro anual dos comunistas, quando não a uma qualquer caricatura, escondendo a sua dimensão política e cultural e a ampla participação de massas, nomeadamente da juventude.
Combater o medo, em segurança
Desde a primeira hora que o PCP manifestou a intenção de realizar a Festa, mas não de a realizar sem ter em conta a situação concreta que vivemos. Desde a primeira hora que assumimos a necessidade de medidas de protecção sanitária e de saúde, da pedagogia da prevenção, ao mesmo tempo que se valorizava a preparação e realização da Festa como um importante estimulo à actividade, à cultura, à arte, ao convívio, ao lazer, à intervenção política, à solidariedade, à fruição da vida, como elementos essenciais à saúde e ao bem estar da população.
Valorizemos a realização da Festa, pela capacidade de organização demonstrada, pela capacidade de tomar as medidas de protecção sanitárias no seu funcionamento, mesmo quando os critérios aplicados mostraram ser mais apertados dos que os usados em outras situações, traduzindo uma efectiva discriminação do PCP.
Valorizemos a Festa do Avante pelo estímulo que deu para resgatar a alegria, a cultura e a esperança, pela prova que constituiu de que é possível garantir a protecção da saúde e ao mesmo tempo fruir a vida, dar espaço à cultura e exercer direitos.
Valorizemos a realização da Festa pela determinação, responsabilidade e coragem demonstradas e pelo estímulo que deu para combater o medo e o conformismo e para as lutas pelo futuro.
Marquemos encontro com todos os que participaram na Festa, e também com todos aqueles que, por esta ou aquela razão, este ano não puderam estar presentes, na 45.ª Festa do Avante!.