Salvação Nacional & Filhos Lda
Este título mais parece o nome de uma empresa «import–export», porque aqui se trata da denúncia dos interesses do «mercado» cujo desígnio é concentrar e centralizar capitais - «trabalho acumulado» e alienado pela exploração -, como bem sabemos da luta quase secular dos trabalhadores e do seu Partido.
Há duas semanas reapareceu a campanha ideológico-mediática da «inevitabilidade» de um futuro governo de «Salvação NacionaI», vendida como uma consequência inexorável do surto epidémico de COVID-19.
Com pompa e circunstância, o termo «Salvação Nacional» expressa propostas diversas mas claramente convergentes: para alguns seria um governo de «bloco central» PS/PSD; para outros um «pacto de regime» de «partidos com a mesma visão do mundo», com «autoridade», ou de «iniciativa presidencial»; para R. Rio seria uma «hipótese» em caso de «necessidade» e poderia assumir múltiplas formas, só PS, só PSD, ou um acordo mais ou menos explícito; para o PR M. R. Sousa «não é altura» de falar da questão (que vai promovendo) e que coincide com a sua agenda de branqueamento dos lucros dos mega Bancos; para A. Costa e o PS quando «tiver de ser», vai ter de parecer empurrado; e para o Assis, também do PS, «vai ter de haver», como sempre disse.
Com mais ou menos hesitação, convicção ou disfarce, o conteúdo da dita «Salvação Nacional» é o aprofundamento e agravamento da política de direita, de submissão ao grande capital, à UE e ao euro, em que PS, PSD e CDS sempre convergiram. Por isso, aqui e agora, é ainda mais indispensável travar esta brutal ofensiva da Salvação Nacional & Filhos Lda.
O que o País precisa é de uma alternativa e de uma política patriótica e de esquerda, de defesa dos direitos e serviços públicos, de produção nacional e soberania.