Cuba recebe cruzeiro afectado pelo Covid-19

SOLIDARIEDADE Cuba autorizou que um navio britânico com um milhar de pessoas a bordo, algumas com problemas de saúde devido ao Covid-19, atraque em Havana. Estes «são tempos de solidariedade», diz o governo cubano.

Governo do Reino Unido agradece a Cuba a «estreita cooperação»

O ministro dos Negócio Estrangeiros do Reino Unido, Dominic Raab, agradeceu na terça-feira, 17, ao governo de Cuba, por permitir a atracagem de um navio cruzeiro britânico afectado pelo Covid-19 e ajudar o repatriamento dos seus passageiros e tripulantes.

«Falei duas vezes durante o fim-de-semana com o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros e estamos muito agradecidos ao governo de Cuba por permitir de forma rápida esta operação e pela sua estreita cooperação para assegurar que ela seja um êxito», afirmou Raab no parlamento, em Londres.

Por seu turno, ao informar sobre a decisão de Cuba permitir a entrada do cruzeiro, o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, indicou que a mesma responde a uma emergência de saúde em que poderia haver risco para a vida de pessoas doentes.

As autoridades cubanas anunciaram que, juntamente com as do Reino Unido, estão a organizar o regresso seguro dos passageiros ao seu país.

Cuba declarou que a atracagem seria autorizada de acordo com as medidas sanitárias estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde Pública da ilha.

«São tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional para fazer face aos desafios comuns, valores que são inerentes à prática humanista da Revolução e do nosso povo», sublinhou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba.

Segundo relata a Prensa Latina, o chefe da diplomacia britânica referia-se ao caso do navio «MS Braemar», um cruzeiro operado pela empresa Fred Olsen Cruise Line, a que vários países das Caraíbas recusaram autorização para atracar depois de terem sido detectados a bordo vários casos de passageiros infectados com o novo coronavírus.

Raab reiterou que o Reino Unido estava a trabalhar intensamente com as autoridades cubanas para garantir que todos os cidadãos britânicos pudessem regressar ao seu país de forma rápida e segura. «Estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que regressem ao país em voos que sairão do aeroporto internacional José Martí, de Havana, nas próximas 48 horas», disse.

A companhia proprietária do navio informou, também na terça-feira à tarde, que assim que os aviões fretados para transportar os passageiros chegassem a Cuba, o «MS Braemar», naquele momento a cinco milhas náuticas da capital cubana, atracaria.

A Fred Olsen Cruise Line explicou que todas as pessoas aptas a viajar regressariam ao Reino Unido e as que não pudessem fazê-lo devido ao seu estado de saúde receberiam tratamento em Cuba.

Segundo a companhia, no barco, que transporta um milhar de pessoas, há 25 turistas, 27 tripulantes e um médico em isolamento, por apresentarem sintomas semelhantes aos da gripe e, entre eles, cinco deram positivo ao teste de Covid-19 a que foram submetidos em Curaçau, na semana passada.




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