Grupos terroristas sabotam cessar-fogo em Idlib, na Síria
Os grupos terroristas na província síria de Idlib continuam a difundir ameaças e rejeitam os resultados das reuniões de Sochi, Moscovo, Astaná e Genebra para uma saída negociada da crise, informaram com destaque meios de imprensa em Damasco.
Pelo menos três organizações, a Junta para a Salvação do Levante (antes Frente al-Nustra), o Partido Islâmico do Turquestão e Nuredin al-Zinki, em aberta aliança operacional, rejeitaram os esforços de paz em declarações em sítios digitais e outras plataformas.
Com ligeiras diferenças, afirmações do mesmo tipo foram feitas pela Frente Nacional de Libertação, integrada pelos remanescentes do denominado Exército Livre Sírio, apoiados pela Turquia e que agora exigem o pagamento de salários para serem utilizados como força de choque nos confrontos contra o exército sírio e grupos curdos.
Tanto a Rússia como a Síria insistem em denunciar que os extremistas não respeitam tréguas, impedem a utilização por civis de quatro corredores humanitários estabelecidos nas áreas de Idlib e Alepo e reorganizam forças aproveitando o cessar-fogo acordado há apenas 10 dias entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Erdogan.
O exército sírio e as suas forças aliadas respeitam a trégua e consolidaram posições que limitam os grupos terroristas a menos de dois terços dos 6100 quilómetros quadrados que controlavam em Idlib e em algumas zonas de Alepo.
A sabotagem dos extremistas inclui actualmente o bloqueio da auto-estrada Alepo-Latakia, o que, a juntar-se à recusa turca de retirar armamento pesado da zona, complica a situação.