CGTP-IN prevê ano de lutas

Se o Governo e as empresas continuarem a insistir num modelo de desenvolvimento assente em baixos salários, 2020 será inevitavelmente um ano marcado por lutas de trabalhadores, admitiu o Secretário-geral da CGTP-IN, no dia 24, ao apresentar aos jornalistas as conclusões do Plenário de Sindicatos.

O órgão máximo da confederação, entre congressos, reuniu-se nessa sexta-feira, num hotel de Lisboa, para analisar a actual situação política, económica e social e para avançar na preparação da próxima reunião magna da Intersindical, que tem lugar a 14 e 15 de Fevereiro.

Em 2020, «os trabalhadores vão lutar», disse Arménio Carlos, citado pela agência Lusa, «se continuarmos a ser confrontados com o modelo dos baixos salários e com a manutenção de uma legislação do trabalho que desequilibra as relações laborais, que generaliza a precariedade, que reduz os rendimentos».

No plenário de sindicatos foram reafirmadas as posições do Conselho Nacional, nomeadamente, a resolução de 18 de Dezembro e as decisões da reunião de 20 de Janeiro.

Foi declarado apoio solidário às lutas agendadas, destacando-se a manifestação nacional da Administração Pública e a greve na grande distribuição, ambas amanhã.

O plenário de sindicatos confirmou as iniciativas que vão mobilizar o movimento sindical unitário nos próximos meses: semana pela igualdade entre homens e mulheres, de 2 a 6 de Março; manifestação nacional de jovens trabalhadores, a 26 de Março; as comemorações do 46.º aniversário do 25 de Abril; o 1.º de Maio, que em 2020 se distingue por ocorrer no ano do cinquentenário da CGTP-IN e nos 130 anos das comemorações do Dia Internacional do Trabalhador.

 



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