Greve no SUCH em Coimbra
Os trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) que asseguram o funcionamento das áreas de alimentação, lavandaria e resíduos nas unidades do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra estiveram em greve no dia 17, sexta-feira, para reivindicarem aumentos salariais dignos e redução do horário de trabalho.
Durante a paralisação, realizou-se uma concentração, no exterior dos Hospitais da Universidade de Coimbra, seguindo-se um desfile, em cordão humano, até à Câmara Municipal, na Praça 8 de Maio. Pelo caminho, foram distribuídos folhetos, explicando aos utentes do CHUC e à população da cidade que «esta é uma luta por nós e por vós».
Entre os cinco objectivos da luta, referidos no documento, figuram «a reposição do número de trabalhadores necessários à prestação do serviço de qualidade aos utentes» e «a melhoria das condições de trabalho, que cada vez estão mais degradadas».
Francisco Queirós, membro do Comité Central do PCP e vereador da CDU na CM Coimbra, expressou aos trabalhadores em luta a solidariedade do Partido.
António Baião, dirigente do Sindicato da Hotelaria do Centro, revelou à agência Lusa que uma delegação, recebida pelo vice-presidente da Câmara, obteve deste o compromisso de levar as preocupações dos trabalhadores a um dos órgãos do SUCH, onde tem assento.
Abaixo-assinado
no Algarve
O Sindicato da Hotelaria do Algarve decidiu, na sua reunião de dia 14, avançar com um abaixo-assinado regional para exigir o aumento dos salários e a melhoria das condições de trabalho. Esta é uma resposta do sindicato ao facto de as associações patronais AHETA e AIHSA «não quererem repartir com os trabalhadores, de forma menos injusta, a riqueza por estes criada».
«Se as associações patronais do sector não negociarem tabelas salariais que valorizem os salários, de forma mais justa, estima-se que em 2020 mais de 50% dos trabalhadores do sector fiquem a receber o salário mínimo nacional, num sector que continua a acumular milhões e milhões de euros», salientou o sindicato, que pretende «levar este abaixo-assinado a toda a região nas próximas semanas, para recolher o máximo de assinaturas possível».