Comunistas alentejanos não desistem de avançar
ALTERNATIVA As consequências da política de direita, que o Governo prossegue unida à submissão aos interesses da União Europeia, continuam a marcar negativamente o Alentejo, região que o PCP insiste que pode progredir.
O PCP vai realizar, em 2020, a conferência «O Alentejo tem Futuro»
Em nota divulgada dia 10 na sequência da reunião da Direcção Regional do Alentejo (DRA), que junta as organizações regionais de Portalegre, Évora, Beja e Litoral Alentejano do PCP, regista-se «como elementos marcante da evolução da situação política e social na região, a degradação dos serviços públicos», o agravamento das desigualdades e a acentuação negativa das «condições de vida e de trabalho».
Sinal negativo dá ainda a DRA às opções no plano dos investimentos rodoviários (não abertura do troço do IP8/A26; não finalização das obras no IP2; adiamento da construção do IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho e do IP2 na área do Alentejo; a construção de uma nova ligação em IC entre Beja e Odemira, entre Abrantes e Estremoz com ligação a Ponte de Sor e Avis; a criação de um IC entre Portel e Vila Verde de Ficalho e a garantia da ligação entre o Alto Alentejo e a Extremadura Espanhola); ferroviários (nova ligação Évora Caia; requalificação e electrificação da rede nas linhas do Leste, de Abrantes a Elvas, e do Alentejo, entre Casa Branca, Beja e Ourique/Funcheira; a reposição dos serviços regionais e intercidades na ligação à Área Metropolitana de Lisboa e do comboio regional na linha do Sul); e no plano aeroportuário, já que o executivo minoritário do PS insiste em não potenciar a capacidade instalada no Aeroporto de Beja.
Os comunistas alentejanos acusam também o Governo de discriminar o Alentejo e os alentejanos no que à fruição cultural diz respeito e de «matar a criação artística na região» ao cortar apoios, e entre as muitas propostas e iniciativas legislativas que o Partido apresentou, destacam aquela «com vista à criação das regiões administrativas»; sublinham «um projecto de Resolução no qual o PCP recomenda ao Governo a protecção da saúde pública, a salvaguarda do ambiente e a defesa da pequena e média agricultura e do mundo rural face à proliferação excessiva de explorações agrícolas em regime super-intensivo»; e realçam «a apresentação de uma iniciativa estabelecendo um Plano Nacional para a Prevenção Estrutural dos Efeitos da Seca».
Apesar do quadro que se apresenta ser carregado e sem esquecer – e até abordando de forma detalhada – o facto de a luta de massas e o reforço do Partido, em vários domínios, serem determinantes para fazer progredir a região e o País, a DRA do PCP anuncia a realização, em 2020, da conferência «O Alentejo tem Futuro», na qual vão estar em foco o apoio à base económica, o reforço dos serviços públicos, a criação de emprego e o estímulo à inversão da decadência demográfica.