Évora salda dívida da gestão PS

Depois de atingir o equilíbrio financeiro e económico do município no final de 2018, a Câmara Municipal de Évora liquidou o valor remanescente do chamado Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), uma das pesadas heranças deixadas pela gestão PS. Este contrato de empréstimo, num total de 32,5 milhões de euros para pagar dívidas de curto prazo, assinado pela então gestão PS com o Governo, em 2013, poucos meses antes de perder as eleições autárquicas naquela autarquia, constituía «uma autêntica hipoteca sobre o povo, as empresas e as instituições de Évora, de que destacamos a obrigação de fixação dos impostos, taxas, tarifas e preços nos valores máximos», lembra a Comissão Concelhia de Évora do PCP.

Em comunicado divulgado dia 16, a direcção comunista eborense sublinha que «cumprindo um objectivo definido desde o início, a gestão CDU conseguiu liquidar o PAEL e livrar-se daquelas imposições». Não deixando de referir que «há ainda que prosseguir o trabalho de recuperação do Município, nomeadamente, sair do ruinoso negócio da entrega da água e saneamento à empresa agora chamada de “Águas do Vale do Tejo”, e da situação de “desequilíbrio financeiro estrutural” declarada, em 2013, pelo Governo», o texto realça ainda que «a liquidação do PAEL «permite que o Município ganhe maior autonomia de decisão em diversas matérias (p. ex. contratação de pessoal, investimentos, financiamentos) e possa iniciar uma redução progressiva de impostos».

A recuperação das contas municipais possibilita, igualmente, «fazer investimentos de que Évora precisa, melhorar as condições e qualidade de vida bem como para fortalecer a dinâmica e o desenvolvimento do concelho com benefícios para todos».

Contas feitas

Na nota de imprensa, a CC de Évora do PCP recorda também que depois de no final de 2013 o povo de Évora ter decidido pôr fim «ao descalabro da gestão PS que levou a Câmara Municipal à “falência técnica” e Évora ao desprestígio e ao declínio», a gestão CDU «pôs em marcha uma mudança real, com novas e diferentes políticas autárquicas, em que os interesses colectivos são o centro da actividade do município»

Contas feitas, em seis anos foram saldadas dívidas no valor global de 95 milhões de euros, além de outros feitos alcançados como a redução do prazo médio de pagamento a fornecedores, que se encontrava nos 867 dias (dois anos e quatro meses).



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