Greve na alimentação escolar e hospitalar
A greve dos trabalhadores das cantinas e bares concessionados de escolas e hospitais públicos, no dia 29, sexta-feira, fez-se sentir em muitos estabelecimentos de ensino e unidades de saúde. A Fesaht/CGTP-IN e os seus sindicatos realizaram também concentrações em Lisboa, ao final da manhã, frente à direcção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) e ao Ministério da Saúde.
A falta de pessoal e os intensos ritmos laborais destacam-se entre os objectivos que justificaram esta jornada, exigindo-se o cumprimento dos cadernos de encargos acordados com as concessionárias e a melhoria dos seus conteúdos, para os adequar às necessidades.
Tal como noutras lutas recentes e reafirmando o que já foi exposto ao Governo, os trabalhadores exigem resposta urgente e medidas céleres para melhoria das condições de trabalho (instalações, equipamentos, utensílios, produtos, fardas). Reivindicam o fim do recurso a trabalho temporário e a passagem a efectivos de todos os trabalhadores, pois exercem funções permanentes. Exigem reclassificação profissional, de acordo com as funções desempenhadas, e aumentos salariais justos e dignos, com um mínimo de 90 euros, como defende a CGTP-IN.