EUA reforçam ocupação e pilham petróleo na Síria

CERCO Os EUA não se retiraram da Síria, o que desmente os anúncios do presidente Trump, e, ao contrário, reposicionaram as suas forças e mantêm a política belicista destinada a reforçar o cerco ao país árabe.

Washington reposicionou forças especiais no Norte da Síria

Os Estados Unidos, assim como a Grã-Bretanha, redistribuíram as suas tropas na Síria e agora estão nas zonas petrolíferas no Oeste das províncias sírias de Hasaka e Deir Ezzor, reposicionamentos qualificados como uma escalada que aumenta as tensões na região.

A partir das 12 bases militares ilegalmente estabelecidas no Norte das províncias de Alepo e Hasaka, os EUA reorganizaram as suas forças especiais, construíram duas novas instalações muito perto da fronteira com o Iraque e confirmaram na prática o apoio às chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), integradas maioritariamente por curdos.

A par do bloqueio de qualquer tipo de negociações e da permanente pressão militar no terreno, Washington facilita a continuação das operações da Turquia na região nortenha síria e torpedeia os débeis intentos de alguns sectores das FDS de negociar com o governo de Damasco.

A Rússia, através do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Mikail Bogdanov, declarou que «não pode acolher com satisfação essa redistribuição de forças militares norte-americanas que só conduzem a uma escalada e a tensões desnecessárias».

Por outro lado, tanto Damasco como Moscovo reiteram que, por meio das FDS ou de maneira directa, os EUA pilham entre 30 e 35 mil barris diários de petróleo dos poços de Rumeilan e Al Omar, com o pretexto de «protegê-los» do grupo auto-denominado «Estado Islâmico», que aparentemente foi desalojado e derrotado nessas áreas.

Tais acções, sem o consentimento da Síria e à revelia de qualquer directiva das Nações Unidas, contribuem para a criação de imprevisíveis e perigosas consequências, quando está prevista para o próximo dia 10, em Astana, no Cazaquistão, mais uma etapa das negociações visando a paz.

A realidade no terreno corrobora as perigosas manobras norte-americanas, cujo cerco militar à Síria parece «insuficiente» ao Pentágono, apesar das suas bases militares com grande poder bélico em Incirlik, na Turquia; Baer al Seeb, em Omã; Dwahad e Arfijan, no Koweit; Sultán, na Arábia Saudita; e as do Bahrein, Catar e Emiratos Árabes Unidos. Além disso, Washington mantém no Mediterrâneo Oriental, muito perto das costas sírias, uma força permanente de pelo menos uma frota de sete navios encabeçados por porta-aviões que se revezam de seis em seis meses, além de centros de inteligência em Amã. Também na capital da Jordânia localiza-se o Centro de Comando Avançado, a que se vinculam 40 países membros e aliados da NATO.

Nesse conjunto de instalações permanecem mais de 40 mil efectivos dos EUA e da Grã-Bretanha, a tudo isso devendo-se ainda agregar o dispositivo de apoio no fornecimento de armamento e logística ao regime sionista de Israel, o maior beneficiário da «ajuda militar» norte-americanas no Médio Oriente, a par da Arábia Saudita.




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