Marcha lenta em Aveiro para defender a Agricultura Familiar
Mais de 50 tractores desfilaram, ontem, 20 de Novembro, em marcha lenta entre Válega (Ovar) e a Agrovouga, em Aveiro, em defesa da Agricultura Familiar.
A iniciativa foi promovida pela União de Agricultores e Baldios do Distrito de Aveiro (UABDA), com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
À ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, foi dirigida uma carta com as principais reivindicações dos agricultores.
Antes da acção, em declarações à Lusa, Albino Silva, da UABDA, lembrou que nos últimos anos a situação dos agricultores tem vindo a agravar-se, com «vários produtores a abandonar a actividade, incluindo jovens». «Há mais pessoas que foram à falência e os problemas continuam por resolver. É uma situação complicada que o sector vive e é necessário tomar medidas urgentes», sublinhou.
Entre os vários problemas, o dirigente destacou a redução dos preços pagos à produção e o aumento generalizado dos factores de produção. «As exigências em termos ambientais também têm vindo a aumentar e isso tudo custa dinheiro», acrescentou Albino Silva, lembrando que o fim das quotas leiteiras (em 2015) também teve reflexos no desenvolvimento do sector.