Problemas na saúde persistem no Médio Tejo

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo voltou a tornar pública a sua preocupação pelo que considera serem situações de «burocracia» e de «falta de empenho político», que se reflectem em atrasos na concretização de projectos do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

«A prestação de cuidados de saúde continua a não merecer a valorização que todos desejariam», afirma aquela estrutura em nota aos órgãos de comunicação social, na sequência de recente reunião com o conselho de administração do CHMT. Constatado pela comissão de utentes foi a persistente insuficiência de recursos financeiros e humanos, com igual défice a verificar-se no que respeita à autonomia da gestão.

Pronunciando-se sobre os serviço de urgência, a comissão de utentes defende a alteração legal de atribuição «urgência médico-cirúrgica» ao CHMT, por forma a que a administração possa distribuir o esforço de urgência pelos três hospitais. Já quanto à urgência de Abrantes, criticado é o sucessivo adiamento das obras, alegadamente por «problemas burocráticas».

Sucede, porém, que a requalificação da urgência da unidade hospitalar de Abrantes é uma obra «premente» - facto que a própria ministra da Saúde reconheceu m recente visita ao Hospital de Torres Novas -, tal como é imperiosa a aquisição de um equipamento de ressonância magnética para o CHMT.

«Com financiamento assegurado custa-nos a aceitar (e as populações não compreendem) porque não começam as obras de requalificação da Urgência de Abrantes e não é adquirido um equipamento de Ressonância Magnética», sublinha a Comissão de Utentes, que afirma ainda ter chegado à conclusão que não basta a aprovação de recomendações e resoluções na AR ou anúncios do Governo para que as «populações vejam os seus mais prementes e justos anseios concretizados».




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