PCP critica falsas soluções e exige expansão do metro a Loures e Alcântara

O Parlamento aprovou o projecto de resolução do PCP que recomenda ao Governo uma expansão da Rede do Metropolitano de Lisboa articulada com as necessidades de mobilidade da Área Metropolitana.

O diploma obteve a aprovação de todas as bancadas à excepção de PS e PSD, que se abstiveram. Iniciativas de teor idêntico do PEV, BE e PSD foram também aprovadas, mas o mesmo não sucedeu à do PAN, num debate suscitado por uma petição defendendo a expansão do Metro a Loures e que teve entre os seus dinamizadores Bernardino Soares, edil comunista que preside à Câmara Municipal daquele concelho vizinho da capital.

No debate, o deputado comunista Duarte Alves não deixou passar em claro o facto de a cidade de Loures ser o «único eixo de entrada e saída de Lisboa que não tem qualquer oferta de transporte ferroviário», forte constrangimento que afecta a população que se estende pela malha urbana de Odivelas a Loures, passando por Frielas e Santo António dos Cavaleiros.

População que tem a justa aspiração de que o metro sirva aquele eixo urbano e a quem há muito foi dada a garantia de que isso seria uma realidade.

Essa foi, nomeadamente, uma promessa feita há 10 anos pela então secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino, que garantiu na altura que o metro chegaria a Loures em 2015, lembrou Duarte Alves.

O deputado do PS Ricardo Bexiga, ignorando esse histórico de compromissos, alegou que as opções em matéria de investimento nos transportes públicos «é competência das áreas metropolitanas e não do Governo», pelo que cabe neste caso à AML «decidir sobre qual a melhor opção para o canal de Loures». Remeteu a questão ainda para um «estudo» que indique «qual a melhor solução» - e assim lavou as mãos da sua bancada e do Executivo PS

Duarte Alves sustentou, entretanto, que a zona ocidental da cidade de Lisboa deveria ser outro dos eixos prioritários de expansão do metro, lamentando que assim não esteja a ser perspectivado pelo Governo, que, pelo contrário, prefere fazer uma linha circular.

«Uma falsa linha circular que não vai resolver nada, que prejudica a expansão futura do metro, que prejudica os utentes de Odivelas, do Lumiar, de Telheiras, que não serve sequer o centro de Lisboa», criticou o parlamentar do PCP, exigindo que se ponha termo às «falsas soluções» e que se expanda, sim, o metro para Alcântara e até Loures.




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