Mais força à CDU não é verbo de encher
Tal como em 2015, o reforço da CDU é a questão central da próxima batalha eleitoral. E não é verbo de encher, é a opção determinante para se avançar no caminho de reposição e conquista de direitos, de construção de uma política alternativa que dê resposta aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País e não de se retroceder.
Se problemas ficaram ser resposta não foi devido ao PCP e ao PEV
Os últimos quatro anos provam a importância decisiva do reforço da CDU para o futuro do País. Na Assembleia da República, a CDU não tinha só por si força para aprovar tudo o que era necessário nem para travar tudo o que era negativo. Mas, articulada com a luta dos trabalhadores e das populações, a força da CDU foi decisiva para todos os avanços alcançados nesta legislatura, muitos deles arrancados a ferros ao Governo PS, que não os queria concretizar.
Se ficaram problemas sem resposta não foi por falta das propostas, dos votos ou dos deputados do PCP e do PEV, foi porque o PS e o seu Governo os recusaram. Os exemplos das discussões ainda em curso sobre a legislação laboral ou a Lei de Bases da Saúde mostram isso mesmo.
Em ambas as matérias poderíamos estar a discutir, desde o início, novos avanços nos direitos laborais e sociais. Se hoje a perspectiva não é essa, é porque o PS fez a opção de recusar as propostas do PCP e do PEV, optando por convergências (por convicção e/ou conveniência) com PSD e CDS, das quais, como se sabe, nunca nada de bom resulta para os trabalhadores e o povo.
Em ambos os casos é preciso ainda lutar para que o desfecho seja outro, mas é também muito evidente como é importante o reforço da CDU.
A força que o povo nos der será aquela que determinará as nossas responsabilidades no futuro do País, mas sobretudo aquela com que o povo pode sempre contar como a voz da sua luta para travar a política de direita, defender as conquistas alcançadas e concretizar uma política alternativa, patriótica e de esquerda. Com a certeza de que a CDU merece essa confiança reforçada, porque foi a força consequente e coerente que, em todas as circunstâncias, se bateu por aquilo que melhor servia os interesses e direitos dos trabalhadores e do povo, que nunca hipotecou a possibilidade de alcançar avanços em nome do protagonismo mediático, que nunca embarcou em lógicas de divisionismo dos trabalhadores, mesmo que isso fosse uma oportunidade à mão de semear para ganhos políticos imediatos.
Nas lutas pelo aumento geral dos salários, incluindo o Salário Mínimo Nacional, pelo aumento das pensões, pela valorização das longas carreiras contributivas, pela tributação do património imobiliário de valor mais elevado, pela redução do IRS, pelo direito à reforma antecipada dos trabalhadores das pedreiras, pelo fim das penhoras das casas de morada de família, pela defesa do serviço público postal e o controlo público dos CTT, por uma revisão progressista da Lei de Bases da Saúde ou pela gratuitidade dos manuais escolares – e em tantos outros exemplos que não podem agora ser dados, por falta de espaço e fastio da narrativa, mas que teremos de relembrar nos próximos meses –, temos muitos exemplos que confirmam que a CDU é a força merecedora da confiança dos trabalhadores e do povo, é a força que não trai nem engana quem nela confia, é a força que os trabalhadores e o povo devem reforçar para, em todas as circunstâncias, defenderem os seus direitos e construírem a política alternativa que lhes corresponde.