Construir um bom resultado também no distrito de Santarém

INTERVENÇÃO António Filipe é «um dos mais prestigiados deputados do País com um trabalho reconhecido e valorizado nas mais diversas áreas», destacou o Secretário-geral do PCP.

O PS não passou a ser de esquerda

A afirmação foi proferida no domingo, 30 de Junho, durante um almoço, na Casa do Campino, onde foi apresentado publicamente o primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Santarém. Na iniciativa «Avançar é preciso! Mais força à CDU», Jerónimo de Sousa salientou que António Filipe é um «profundo conhecedor» daquele distrito e «a voz consequente e empenhada que as populações conhecem quando se trata de defender o seu direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, os seus sectores produtivos ou o direito à saúde, à mobilidade».

Relativamente às eleições que se vão realizar a 6 de Outubro, o Secretário-geral do Partido confirmou, depois, que a CDU está determinada a «confirmar e alargar» a sua «influência e representação».

«Nós sabemos bem quão positivo foi o que se conseguiu», nestes quase quatro anos, pela luta e a acção do PCP e do PEV, «mas também sabemos que o que conseguimos foi e é insuficiente e limitado», destacou, responsabilizando o Governo PS, tal como antes PSD e CDS, de ter optado pela «política de submissão às imposições do Euro e da União Europeia» e de «submissão aos interesses do capital monopolista e com eles os constrangimentos, atrasos e problemas estruturais que o País enfrenta».

Como exemplo dos «crónicos problemas que se arrastam sem solução», Jerónimo de Sousa destacou a ferrovia e falou sobre a decisão de avançar com a integração da EMEF na CP até 31 de Dezembro de 2019, medida que o Partido «sempre exigiu e que o Governo recusou» durante os últimos três anos.

«É pena que só agora, em final de mandato e vésperas de eleições, e pressionado pelas dificuldades crescentes, o Governo tenha decidido dar resposta às reivindicações dos ferroviários e do PCP. O que se espera é que se comecem a implementar, desde já, para não se correr o risco de serem promessas, também face ao curto investimento anunciado e muito aquém ainda das necessidades do País», salientou.

Política de direita

O Secretário-geral do Partido acusou ainda PS, PSD e CDS de «convergência» naquilo que «é central e decisivo para a defesa dos interesses do grande capital».

«Veja-se o debate em curso na Assembleia da República de alterações ao Código do Trabalho, com a proposta de Lei do Governo que intensifica a precariedade e agrava a exploração», apontou, frisando: «Não haja ilusões, o PS não passou a ser de esquerda, nem mudou de opções de fundo. O que mudaram foram as circunstâncias e é dessas circunstâncias que se quer livrar para, de mãos livres, fazer o que sempre fez ao longo de quatro décadas, ou seja, promover a política de direita.»

Dai a escolha que está colocada aos portugueses: «Avançar no que se conquistou e responder aos problemas do País, dando mais força à CDU, ou andar para trás, pela mão de PS, PSD e CDS».


Cada voto conta para avançar

Assegurando que «os políticos não são todos iguais», António Filipe explicou a «diferença que faz a eleição de deputados da CDU».

Na actual legislatura e por iniciativa do PCP foi «reposto o direito dos ferroviários ao transporte gratuito, apesar do voto contra do PSD e do CDS» e foram aprovadas resoluções sobre a «reabertura das valências que haviam sido encerradas no Centro Hospitalar do Médio Tejo e sobre a melhoria dos cuidados de saúde na Lezíria do Tejo» e «a defesa da bacia do Tejo contra a poluição do Almonda, sobre a construção do IC3 e a melhoria das condições de travessia do Tejo entre a Chamusca e a Golegã», informou.

Aprovada foi também a construção de uma residência para estudantes na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, apesar dos votos contra do PS.

Prosseguir a luta

Valorizando o trabalho feito nos 21 concelhos do distrito de Santarém, junto das populações e dos trabalhadores, o deputado e candidato destacou algumas «lutas» que é preciso prosseguir, «desde logo contra as portagens na A23». «Por três vezes nesta legislatura, o PCP levou à votação resoluções pela abolição das portagens. Da primeira vez houve os votos contra do PS, do PSD e do CDS. Da segunda a abstenção do CDS. Da terceira abstiveram-se o PSD e o CDS. Para nós a luta continua. Estas portagens são injustas. Não descansaremos até que sejam abolidas», frisou António Filipe.

A CDU vai também lutar pela reposição das freguesias extintas pelo anterior governo PSD/CDS. «As freguesias só não foram repostas, de acordo com a vontade das populações, porque o PS, o PSD e o CDS» rejeitaram as propostas do PCP nesse sentido, informou o candidato.

Porque «só com o reforço da CDU o País poderá andar para a frente», António Filipe promete disputar as legislativas de 6 de Outubro «em cada concelho, em cada freguesia, em cada local de trabalho, voto a voto, porque cada voto conta e cada voto pode ser decisivo».




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