Partido reafirma em comício no Porto prontidão para todos os desafios
CONTINUAR «Aqui estamos, para tudo fazer para construir o caminho que permita o País avançar e não andar para trás», reiterou Jerónimo de Sousa sábado num comício no distrito do Porto.
«Cá estamos a bater-nos por um caminho de avanços», disse Diana Ferreira
Depois de dois comícios nos distritos de Setúbal e Lisboa, no primeiro fim-de-semana de Junho, o Secretário-geral do PCP foi até ao Porto para nova convocatória militante. Foi ao início da tarde de sábado, 8, em Matosinhos, que se realizou o comício, mais concretamente na praceta Álvaro Cunhal, na Senhora da Hora, «terra com tradições de resistência antifascista e de luta de gerações de trabalhadores», onde avultaram «muitos momentos difíceis exigindo coragem e firmeza», lembrou José Pedro Rodrigues, vereador do PCP na Câmara Municipal de Matosinhos.
José Pedro Rodrigues foi o primeiro a usar da palavra num palco onde já tinha passado a música popular, e onde se encontravam membros das direcções concelhia e regional do Partido. Presente, também, estava Mariana Silva, em representação do Partido Ecologista «Os Verdes».
«Coragem e firmeza são exigidas agora, quando se coloca uma questão extremamente importante na vida do País: avançar ou recuar», disse ainda o eleito e dirigente comunista matosinhense.
Dar passos adiante, permanecer na mesma ou pior, andar para trás, foi também o quadro de opções deixado por Diana Ferreira, que se seguiu no período das intervenções políticas. A deputada do PCP na Assembleia da República (AR) e cabeça-de-lista da CDU pelo distrito do Porto nas legislativas de 6 de Outubro, enfatizou, por isso, que «cá estamos a bater-nos por um caminho que signifique avanços nos direitos, desenvolvimento para o País, progresso social».
«Cá estamos a dizer presente em todos os momentos e prontos para todas as batalhas», acrescentou, isto depois de ter acentuado que a presença dos comunistas na rua, junto dos trabalhadores e do povo, «ouvindo os seus problemas, apresentando soluções, afirmando as nossas propostas, os nossos princípios e valores», ocorre «antes, durante e depois das eleições».
Determinado, firme e combativo
O mote estava dado para Jerónimo de Sousa, que à semelhança do que já havia feito nos comícios no Barreiro e Queluz, começou por apelar ao «empenhamento militante» em tempos que têm sido exigentes «no plano social e no plano institucional para defender os interesses dos trabalhadores e do povo». E que assim continuarão agora que se aproxima o sufrágio para a AR.
Sem deixar de se referir à recente batalha eleitoral para o Parlamento Europeu – travada «em condições particularmente difíceis de ofensiva ideológica e de desinformação e calúnia» – e avisando, uma vez mais, que se «desenganem os que pensam que nos vergam, desanimam ou desviam do nosso caminho na luta por uma sociedade mais justa», o Secretário-geral do PCP garantiu que «aqui estamos, para tudo fazer para construir o caminho que permita o País avançar e não andar para trás».
«Prontos para desenvolver a luta de massas» e intervindo «numa realidade que continua marcada por importantes avanços na reposição, defesa e conquista de direitos». Avanços que precisou e que sublinhou terem sido «alcançados pela luta e pela persistência da acção do PCP».
Contudo, disse por outro lado o dirigente comunista, os avanços registados «não iludem, nem podem esconder os graves problemas que persistem e não encontram a resposta necessária, por responsabilidade do governo do PS e da sua opção de submissão às regras e imposições da União Europeia e do Euro e aos interesses monopolistas».
Os problemas que permanecem e nalguns casos se agravam reclamam, por isso, avançar, insistiu Jerónimo de Sousa. E essa « é a opção que continua em aberto, colocada aos trabalhadores, agora que temos pela frente as muito decisivas eleições para a Assembleia da República».
«O que se tem conseguido não caiu dos céus», recordou igualmente o Secretário-geral do PCP, antes de assegurar que para ganhar as amplas massas para o reconhecimento do papel dos comunistas e ecologistas nos significativos benefícios arrancados ao governo minoritário do PS, bem como para a necessidade de prosseguir neste caminho, o PCP «irá ao encontro dos portugueses, afirmando-lhes convictamente que está nas suas mãos não deixar retroceder o que já se avançou e conquistou».
«É para a concretização, desde já, de uma intervenção que afirme o papel indispensável da CDU e do seu reforço que é preciso concentrar energias. Seja pela afirmação do que a CDU representou para todos os avanços alcançados, seja pela afirmação de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, e da alternativa política que dê origem a um governo que a concretize», concluiu.