Memorial aos trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho

No dia 1 de Maio, foi inaugurado na Aldeia de Paio Pires, Seixal, um memorial aos trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho, o primeiro a ser inaugurado no nosso País, não se conhecendo a nível Europeu qualquer outro com o mesmo objectivo.

A cerimónia contou com a presença dos presidentes da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, e da Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho, Luís Machado. O monumento é da autoria de Sérgio Vicente.

Luís Machado lembrou, no local, que «Portugal é dos países da Europa onde mais acidentes de trabalho ocorrem». «Em 2018, segundo as estatística oficiais (que pecam por defeito) registaram-se, no nosso País, mais de 200 mil acidentes de trabalho, dos quais mais de 130 resultaram na morte do trabalhador», informou Luís Machado, alertando: «Quando um homem morre, não é apenas uma vida que se acaba, é também um drama que começa para todo o agregado familiar que subsistia com o salário do progenitor».

Luta de anos
Aquele memorial, que se deseja ser «replicado por todo o País», é «fruto de uma luta de muitos anos, que não foi isenta de obstáculos» e «resultado de muita determinação» da Associação.

«Os sinistrados no trabalho têm, a partir de hoje, um símbolo que não vai deixar esquecer os que sofrem, mas também os que lutaram, lutam e continuam a lutar, pelo trabalho digno e com direitos, por locais de trabalho seguros e saudáveis», afirmou Luís Machado, frisando: «Ao contrário do que muitas vezes se procura fazer crer, os acidentes não são uma fatalidade», são causados pela «violação, por vezes grosseira, das regras de segurança, pela impunidade dos prevaricadores, causados pela insuficiente fiscalização» e «causados por quem não cumpre, nem faz cumprir as leis» (como está inscrito na base do memorial).

A Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho desenvolve, a nível nacional, há mais de 40 ano, um trabalho de apoio especializado e muito empenhado aos sinistrados e às suas famílias, ao mesmo tempo que luta por leis que protejam, de facto, os trabalhadores vítimas de acidente em contexto laboral.

 



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