Defender os direitos dos trabalhadores é compromisso central da CDU
DESENVOLVIMENTO Sandra Pereira, número dois da lista da CDU ao Parlamento Europeu, passou nos últimos dias por várias localidades da região centro do País, onde afirmou as propostas da coligação PCP-PEV.
Conhecemos bem a vida dos operários e trabalhadores e as injustiças de que continuam a ser alvo
No passado dia 2, Sandra Pereira percorreu os concelhos de Peniche e da Marinha Grande. No primeiro, visitou a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria, aproveitando para valorizar o papel daquele estabelecimento na «formação de competências locais e no apoio ao desenvolvimento e modernização de sectores económicos na área do turismo e economia do mar».
A candidata, que foi até há pouco presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), reuniu com cerca de dezena e meia de bolseiros da ESTM. Durante o encontro, foram analisadas a precariedade laboral e a ausência de direitos em que trabalham muitos investigadores e doutorados, apesar da sua importantíssima produção nos mais variados campos da ciência.
Por sua vez, os bolseiros deram a conhecer as suas reivindicações, designadamente, a exigência da revogação do Estatuto do Bolseiro e a substituição de bolsas por contratos de trabalho de investigação, posição que o PCP tem defendido na Assembleia da República.
Compromisso com a justiça social
Entretanto, na Marinha Grande, na apresentação pública da mandatária concelhia da CDU, Isabel Freitas, actualmente presidente da freguesia da sede do concelho, acto que reuniu várias dezenas de pessoas e foi animado
pelo Coro da Associação de Reformados da Marinha Grande,
Sandra Pereira debruçou-se sobre questões muitos caras à população da Marinha Grande: os direitos dos trabalhadores, sobretudo, dos vidreiros, a defesa do Pinhal de Leiria e o reforço do direito à saúde.
E fez a apresentação dela e de todos os que estão com a causa social que defendem: «Somos mulheres e homens comprometidos com as causas do progresso e da justiça social, da liberdade e da democracia, da soberania e da independência nacionais, da defesa da natureza, da cultura, da paz e da cooperação.» Reforçando: somos «gente que assume, enriquece e projecta na sua acção o património de valores, de intervenção e luta da CDU, em defesa do povo, do país e dos valores de Abril.
«Pessoas com um reconhecido e relevante percurso de intervenção cívica e política, ligadas à vida, que conhecem o País, os seus problemas e dificuldades, mas também as suas potencialidades».
E, mais adiante: «Conhecemos bem o mundo do trabalho, onde se dão os mais importantes embates da época que vivemos. Conhecemos bem a vida dos operários e trabalhadores e as injustiças de que continuam a ser alvo.»
Tribunas públicas na Guarda
Dois dias depois, Sandra Pereira pisou terras da Guarda, onde participou num conjunto de acções de campanha com o também candidato José Pedro Branquinho.
Junto ao Mercado Municipal montou-se uma tribuna pública, durante a qual a CDU defendeu os interesses da agricultura familiar e do mundo rural. À tarde, outra tribuna pública, desta vez em S. Romão, onde os candidatos foram questionados sobre o trabalho dos deputados da CDU no PE em defesa do interior e do aumento da produção.
Seguiu-se um contacto com a população de Loriga, terminando o dia com mais uma tribuna pública em Alvôco da Serra, terra onde Sandra Pereira nasceu.
Salvaguarda do trabalho científico
Em Coimbra, já na segunda-feira, a candidata contactou com investigadores e centros de investigação científica, aflorando questões como o financiamento da ciência e do trabalho científico, bem como a estabilidade dos vínculos laborais dos docentes e investigadores.
Sobre o assunto, afirmou que, no PE, a «CDU tem feito propostas para que o financiamento da ciência seja feito através de fundos estruturais». E explicou por quê: « É que só assim podem ser os próprios estados a gerir a estratégia nacional para a investigação científica. Só assim se combate o financiamento numa base puramente competitiva, orientado para o mercado e não para as necessidades do país e da população».
Por conseguinte, a «CDU defende, quer no PE, quer na Assembleia da República, a existência de vínculos laborais, tanto na ciência como na investigação, já que só assim serão salvaguardadas as condições do trabalho científico e do ensino superior».