Eleições para o Parlamento Europeu uma batalha de todo o Partido

Pedro Guerreiro (Membro do Secretariado)

As eleições para o Parlamento Europeu – e as eleições para a Assembleia da República – constituem, pelo que representam e pela dimensão nacional que assumem, uma importante batalha político-eleitoral que exige o envolvimento e o empenhamento de todo o Partido, assim como de todos quantos acompanham a CDU e se identificam com o seu trabalho, honestidade e competência.

Só deputados da CDU estão comprometidos com a defesa dos interesses do povo e do País

Intervimos com confiança e determinação nesta batalha para dar mais força ao PCP e à CDU, reforçar a luta em defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e do País, combater retrocessos, assegurar novos avanços, romper com o rumo de desigualdade, dependência e abdicação nacional, avançar na construção de uma alternativa patriótica e de esquerda – que, entre outros aspectos essenciais, enfrente a submissão ao euro e às imposições e condicionalismos da União Europeia e recupere para Portugal os instrumentos necessários à resolução dos seus problemas e ao seu desenvolvimento soberano.

Estamos nesta batalha certos de que não desperdiçámos nenhuma oportunidade para defender os interesses dos trabalhadores e do povo, para combater e romper com a política de direita e denunciar os seus responsáveis e executores – o grande capital, o PS, PSD e CDS –, para fazer avançar a política alternativa que o PCP e a CDU protagonizam: de valorização do trabalho e dos trabalhadores, dos direitos, salários, reformas e pensões; de defesa e promoção da produção nacional e dos sectores produtivos; de garantia do controlo público da banca e do conjunto dos sectores básicos e estratégicos da economia, de apoio às micro, pequenas e médias empresas e ao sector cooperativo; de garantia de uma administração e serviços públicos ao serviço do povo e do País; de justiça fiscal; de defesa do regime democrático e do cumprimento da Constituição da República Portuguesa; de combate à corrupção e de uma justiça acessível a todos; objectivos indissociáveis da afirmação e defesa da soberania nacional; da renegociação da dívida pública; da libertação do País da submissão ao euro e às imposições da União Europeia.

Ampla e audaciosa
campanha de massas

Conscientes da manipulação, da mentira, da difamação, da discriminação, da deturpação e do silenciamento da nossa intervenção, proposta e projecto, estamos perante o desafio de levar por diante uma ampla e audaciosa acção política e de massas, privilegiando a mobilização e o esclarecimento dos trabalhadores e das populações, valorizando o papel determinante das forças que integram a CDU nos avanços alcançados, apresentando propostas e soluções para os problemas do povo e do País. Uma intensa acção dirigida a todos os que anseiam por um futuro melhor para que, através da sua luta e do seu voto, se mobilizem na concretização dos seus anseios – elegendo deputados da CDU, os únicos que séria, abnegada e verdadeiramente estão comprometidos com a defesa dos interesses do povo e do País, que defendem a soberania nacional contra as imposições e os constrangimentos do euro e da UE.

Firme no seu compromisso com os trabalhadores e o povo, combinando a luta por objectivos imediatos com a luta pela alternativa patriótica e de esquerda e o seu projecto de Democracia Avançada – os Valores de Abril no futuro de Portugal, etapa integrante e indissociável da construção do socialismo, o PCP prosseguirá a sua intervenção para abrir caminho a uma política que assegure o progresso e a justiça social e o desenvolvimento soberano do País, certo de que este é o melhor contributo que o povo português pode dar para a conquista de uma Europa de efectiva cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos, de progresso social e de paz, de uma Europa dos trabalhadores e dos povos.




Mais artigos de: Opinião

O Capitalismo não é verde…

Foi grande o impacto da «greve climática» de 15 de Março. A ideia de os jovens se mobilizarem em defesa do ambiente, da preservação dos recursos e das condições naturais para a existência das espécies – desde logo a espécie humana – é positiva. Essa ampla e generosa participação juvenil espelha uma crescente...

Para onde vai Adolfo?

Adolfo Mesquita Nunes, dirigente do CDS, é o mais recente nome que entrou na porta giratória por onde passam ilustres dirigentes partidários a caminho dos conselhos de administração dos grupos monopolistas. O seu destino será o de administrador não executivo na GALP, seguindo assim as pisadas de outros, antigos e actuais...

Cúcú: Olha o passe!

Marques Mendes chamou-lhe uma «bomba eleitoral», para desvalorizar a medida, ao mesmo tempo que afirmava, sem qualquer vergonha, que «a medida é justa, necessária e vai na direção certa». E vai, mas essa direcção certa é oposta à direcção escolhida pelo Governo PSD/CDS e defendida por Marques Mendes! Mas não se pense...

Os louvores

A agência de rating Standard & Poor's resolveu subir dois escalões a Portugal e o foguetório de António Costa e, sobretudo, de Mário Centeno estralejou nas televisões, repetindo as gabarolices sobre «o bom caminho das finanças públicas» e o «objectivo da consolidação orçamental». É claro que Centeno aproveitou a...

Dois meses de valente resistência

O imperialismo norte-americano tem somado fracasso sobre fracasso na sua criminosa ofensiva golpista contra a Venezuela Bolivariana. Como quase sempre acontece com os agressores (nunca esquecer os exemplos de Cuba, Vietname e mesmo Síria), mostrou desconhecer as raízes populares do processo encetado vinte anos atrás pela...