A guerra psico-mediática
Na guerra imperialista contra a soberania e o povo da Venezuela Bolivariana está em curso uma operação de «guerra psicológica», ditada pelo manual da CIA. Visa mistificar a verdade e criar a realidade alternativa, aterrorizar os trabalhadores e os povos, estuporar a sua moral e resposta e concretizar o domínio e saque da Venezuela e do mundo.
Não é uma operação inovadora, nem diferente das colossais campanhas de «fake news» destes anos de contra-ofensiva imperialista. Mas, no nosso País, no plano político e mediático, assume aspectos que importa referir.
O ataque brutal à Venezuela bolivariana tem lugar no auge da campanha de calúnias e difamações contra o Partido, conduzida a partir de forças e articulações anticomunistas e proto-fascistas, que procuram juntar ambas as campanhas na mesma linha de dislates e provocações.
A tese do CDS e do Saraiva do SOL é que, se o PCP apoia a «ditadura» na Venezuela isso é «suficiente para lhe retirar por completo a honorabilidade».
O objectivo é claro - cavalgar a opção de classe do governo PS e do PSD, operacionais na Colômbia, do CDS, provocador de serviço, e a hipocrisia do BE, cúmplice dos media dominantes, para subverter a revolução venezuelana e - é claro -, para travar o crescimento do PCP, inverter os avanços conseguidos e impedir a ruptura com a política de direita.
É enorme o empenho do poder económico-mediático no ataque à Venezuela, sem rigor nem isenção na «informação», apenas obediência cega aos boletins do comando da guerra psico-mediática dos USA e as mesmas fake news, quase sem disfarce.
É verdade que há jornalistas sérios, mas são poucos os que podem exercer nestas matérias. É muito desigual esta batalha, mas o povo da Venezuela vencerá. Com a solidariedade e o reforço do PCP.