Hospital Central do Alentejo
O PCP inquiriu o Governo sobre o novo Hospital Central do Alentejo, criticando o adiamento da construção, bem como a falta de informação sobre as dotações orçamentais em 2019 para esse efeito.
«O adiamento pelo Governo do lançamento do concurso para o 1.º semestre significa que a adjudicação da obra ficará remetida para a próxima legislatura, dependente da decisão e vontade do próximo governo», afirmam os deputados comunistas João Oliveira, Carla Cruz e João Dias, em pergunta dirigida ao Governo, depois de o Executivo ter reconhecido, em resposta a uma outra pergunta do PCP em Outubro do ano passado, que o concurso para a construção da nova unidade tinha sido adiado e apenas poderia ocorrer no primeiro semestre deste ano.
Significa isto que «por decisão e opção do Governo», criticam os deputados comunistas, perdida é a «oportunidade de avançar com a construção do novo hospital central público do Alentejo na actual legislatura, deixando mais uma vez na incerteza a concretização deste investimento estruturante para o Alentejo».
Daí que a bancada comunista queira saber qual a «justificação para este atraso» e que medidas tem o Governo em mente para «evitar esse desfecho e em que prazo».
O Governo é ainda instado a esclarecer «quais as dotações orçamentais que prevê afectar» este ano ao projecto do hospital e a «partir dos orçamentos de que ministérios e serviços».
Recorde-se que o Governo apresentou, dia 11, em Évora, o projecto de financiamento do novo hospital, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020. Na ocasião, em declarações à Lusa, a ministra da Saúde confirmou que o concurso para a construção do hospital deverá ser lançado «durante o 1.º semestre ou início do 2.º semestre» do ano em curso, afirmando esperar que, «em 2020, seja possível iniciar a obra».
O novo hospital,segundo o Ministério da Saúde, deverá implicar um investimento total de 181 milhões de euros: 150 milhões para o edificado e 31 milhões em custos com equipamentos.