Barraqueiro reagiu à greve
A administração do Grupo Barraqueiro «tem medo de negociar com a organização de classe dos trabalhadores e optou por encenar um simulacro de negociação directa nalgumas empresas», onde apresentou novos valores para aumentos salariais, comentou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, no dia 8, realçando que «estes valores só aparecem porque os trabalhadores lutaram no dia 19 de Outubro e ampliaram a mobilização para a greve marcada para dia 9 de Novembro».
Uma vez que a administração decidiu marcar reuniões nos locais de trabalho, prolongando-se estas para a semana em curso, a Fectrans/CGTP-IN e o seu sindicato STRUP decidiram, após discussão com os trabalhadores, suspender a jornada da passada sexta-feira: greve na Barraqueiro Transportes (empresas Boa Viagem, Estremadura, Mafrense, Barraqueiro Oeste e Barraqueiro Alugueres), na Ribatejana Verde, na Rodoviária do Alentejo, na Isidoro Duarte, na JJ Santo António e na Cityrama, e uma concentração junto à sede do grupo, em Lisboa.
Num comunicado aos trabalhadores, dia 8, a federação adiantou que já tinha declarado, junto dos representantes patronais, que «os valores apresentados são uma boa base de trabalho». Contudo, «é preciso que a administração do grupo vença o seu medo» e «opte pela via da negociação como forma privilegiada de resolver os problemas».
Como os trabalhadores «já demonstraram que estão mobilizados e querem ver melhorados os seus salários e as suas condições de trabalho», agora «tem de ser a a administração a demonstrar se quer paz social ou se pretende manter um clima de conflito laboral», conclui a federação.
Decisões de luta
Os trabalhadores das empresas Rodoviária do Tejo (Grupo Barraqueiro), Rodoviária do Oeste e Rodoviária do Lis vão fazer greve a 29 e 30 de Novembro, por aumento dos salários. A decisão foi tomada em plenários realizados no sábado e no domingo, informou a Fectrans na segunda-feira, dia 12.