Luta e solidariedade no Barreiro

Os trabalhadores da lavandaria industrial Washclean Laundries, no Parque Empresarial do Barreiro (antiga Quimigal), estão em vigília nas instalações desde dia 6, para evitarem que seja retirado património. Uma tentativa foi frustrada pela firmeza dos trabalhadores, no dia 9, como informou a CDU do concelho.
O Sindicato dos Têxteis do Sul, ao anunciar esta forma de luta, no dia 8 (depois de os patrões terem faltado a uma reunião no Ministério do Trabalho, dia 7), explicou que os salários dos 51 trabalhadores não têm sido pagos pontualmente há mais de três meses e houve ameaça patronal de encerramento da lavandaria.
O sindicato da Fesete/CGTP-IN tinha convocado greve para dia 8, assinalando no pré-aviso que estão por pagar os subsídios de férias desde 2016.
A União dos Sindicatos de Setúbal, numa nota de imprensa de dia 8, alertou para o perigo de o patrão, proprietário de outras lavandarias, poder retirar material e, pagando remunerações «aos bochechos», impedir os trabalhadores de recorrerem aos meios legais previstos para situações de salários em atraso.
No dia 9, reiterado o apelo à solidariedade da população para ajudar a mitigar graves problemas que a situação coloca às famílias dos trabalhadores, uma delegação da Comissão Concelhia do PCP e três vereadores eleitos pela CDU estiveram no local. No dia 11, esteve ali o deputado Bruno Dias, assegurando que o Partido irá levar o problema à Assembleia da República.

Hotel Beta não paga

Com ocupação total praticamente todo o ano, o Hotel Beta Porto «nunca paga os salários dos trabalhadores no último dia do mês, como a lei obriga», e «ainda não pagou os retroactivos da nova tabela salarial», publicada em Junho com efeitos a Abril.
Para estes e outros problemas, o Sindicato da Hotelaria do Norte alertou a Inspecção do Trabalho (ACT) há três meses, sem que tenha ocorrido ainda qualquer intervenção.
Numa nota de dia 2, o sindicato da Fesaht/CGTP-IN afirma que «a ACT há muito tempo desistiu de actuar no sector do turismo», lembrando que, das 170 denúncias que fez em 2017, a inspecção deixou 129 sem resposta; dos 41 casos em que interveio, só em 12 levantou autos. «Em 2018 a situação é ainda pior», afirma o sindicato.

 



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