35 minutos

Manuel Gouveia

O Lacerda que está a destruir os CTT para alimentar os parasitas que lhe pagam o ordenado bolsou esta semana que os trabalhadores das lojas dos CTT chegam a trabalhar apenas 35 minutos por dia. Feito o serviço, organizado o título para alimentar a ignorância de grunhos, tontos e distraídos, lá amenizou a criatura - mentindo - que tal se devia à falta de «clientes».

Sabe o dito Lacerda que todos os trabalhadores cumprem o horário determinado na contratação colectiva, que são 7 horas e 48 minutos por dia, e que o trabalho não é apenas a soma dos segundos em que se está a entregar uma carta ou a trocar um vale, mas toda a atividade desenvolvida para garantir que aquela estação está ao serviço – público - da população. Mas queria lançar a atoarda e lançou-a. Curiosamente, para quem vive essencialmente para colocar lucros na manjedoura dos seus donos, o Lacerda finge que essas estações que estão a ser encerradas dão lucro, critério que não sendo determinante para um serviço público, não costuma ser ignorado pelos Lacerdas deste mundo.

Da mesma forma, é completamente falsa a ideia da falta de «clientes». Claro que num município com 5000 habitantes eles não serão tantos como nos Restauradores. Mas não houvesse «clientes» e quem estaria a participar nas acções de luta que as populações têm travado contra cada encerramento? Que razão haveria para que tantas autarquias aceitem passar a gerir postos de correio à sua custa?

Pois é. O problema é outro. O Lacerda e os lacerdas que fazem os estudos para o Lacerda, chegaram à conclusão que era mais lucrativo para os seus donos encerrar centenas de estações, transferir parte das despesas para as autarquias e agenciar postos em comércios sedentos de mais umas receitas. É por isso que os serviços públicos não devem ser geridos por Lacerdas nem ter outro dono que o povo.




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