PCP fortalece-se assente nas suas próprias forças

Alexandre Araújo (Membro do Secretariado)

É justo que valorizemos a intensa, qualificada e diversificada intervenção do PCP e a organização e militantes do Partido que a asseguraram e, ao mesmo tempo, dar novos passos para o reforço do Partido, concretizando as linhas de trabalho aprovadas pelo Comité Central no início do ano para um PCP mais forte e mais influente para continuar a desempenhar o seu papel indispensável e insubstituível na vida política nacional.

PCP é independente política, ideológica, orgânica e financeiramente

Elemento marcante é a entrega do novo cartão do Partido, emitido este ano, assegurando o contacto com todos e cada um dos membros do Partido, renovando o compromisso de militância e assegurando uma plena integração e ligação, a forma de pagamento regular da quotização, a difusão da imprensa partidária, o conhecimento da realidade onde cada um intervém e a sua ligação às massas.

O reforço da organização e intervenção nas empresas e locais de trabalho é uma prioridade, assegurando a criação de novas células e o reforço das existentes, como elemento central da natureza de classe do Partido e dando expressão, entre outros aspectos, à intervenção em torno de problemas concretos e à dinamização da luta de massas. Importa levar até ao fim a concretização dos 5 mil contactos com trabalhadores, dando-lhes a conhecer as razões pelas quais devem aderir ao PCP e contribuir para o reforço da sua intervenção organizada, identificando os nomes a contactar, decidindo quem realiza o contacto e procedendo a um regular controlo de execução.

Aspecto que deve merecer atenção de todas as organizações e militantes do Partido é a necessidade de garantir os meios próprios e a independência financeira do Partido, elemento central para a sua independência política, orgânica e ideológica, essencial para assegurar a concretização dos objectivos do Partido e a sua intervenção junto dos trabalhadores e do povo português, recusando cair em dependências do Estado ou de grupos económicos. Assim tem sido e assim queremos que continue a ser.

A capacidade para assegurar os meios financeiros, na base das suas forças e iniciativa, da sua organização, da contribuição de militantes e amigos do Partido, constitui também uma característica de elevado valor ético, de seriedade na forma de estar na política que é elemento distintivo do PCP, que importa assegurar e defender.

«Um dia de salário para o Partido»

Entre outras linhas de trabalho, é fundamental dinamizar a campanha «Um dia de salário para o Partido», levando o contacto para a contribuição com o valor de um dia de salário (ou outro que cada um considere adequado) o mais longe possível, a todos e a cada um dos membros do Partido, a cada um dos amigos contactado no âmbito da acção dos 5 mil contactos, aos muitos milhares de independentes que têm estado na CDU, a muitos independentes, democratas e patriotas que reconhecem e valorizam a intervenção do PCP.

O êxito da campanha «Um dia de salário para o Partido» depende da capacidade que tivermos de a levar tão longe quanto possível, de fugir a rotinas que se possam instalar, de, com audácia, alargar os contactos a realizar, valorizando mais do que a contribuição financeira que daí possa resultar, o alargamento da compreensão e consciência da importância de cada um para o reforço do Partido.

Valorizando a luta das populações e dos trabalhadores, que hoje tem mais uma importante expressão de convergência na grande manifestação em Lisboa, convocada pela CGTP-IN, e cuja intensificação, a par do reforço do PCP, são condição para a construção da alternativa, afirmamos que podem contar com o PCP – para não desperdiçar nenhuma oportunidade para a defesa, recuperação e conquista de direitos, para a luta por uma alternativa patriótica e de esquerda, para afirmar o seu projecto de Democracia Avançada – Os valores de Abril no futuro de Portugal, o Socialismo e o Comunismo.




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