Subsídio de Natal de novo por inteiro
Depois de em 2017, por proposta do PCP, cinquenta por cento do subsídio de Natal ter sido pago no período próprio, ou seja, até 15 de Dezembro, este ano, também por acção e proposta do PCP, vai este subsídio ser pago no mesmo período, por inteiro.
A propósito, relembra-se que o subsídio de Natal é um direito que, pela luta, os trabalhadores conquistaram há muitos anos e consiste na retribuição adicional de valor igual ao seu salário, a pagar até 15 de Dezembro.
Neste sentido, o subsídio de Natal como direito dos trabalhadores e dos reformados nunca deveria ter sido objecto de um roubo, como aquele que foi executado pelo anterior governo do PSD/CDS, preocupado em fazer crescer fortunas fabulosas à custa da exploração e do empobrecimento do povo português.
Pois bem, se a luta dos trabalhadores e a intervenção do PCP foram decisivas para a conquista do direito, foi igualmente essa luta e intervenção que determinaram, na fase da vida política que estamos a viver, que, no ano de 2018, o subsídio de Natal passe a ser pago por inteiro.
Dirão alguns que o subsídio de Natal não estava perdido, mas apenas diluído em duodécimos nos salários. É verdade que assim era. Mas a decisão do seu pagamento em duodécimos na retribuição mensal pelo governo do PSD/CDS aconteceu num contexto de cortes e restrições salariais e visou escamotear a redução dos rendimentos dos trabalhadores e reformados. Ou seja, a intenção era eliminá-lo como direito específico, apagando-o progressivamente das memórias.
Bem podem o PSD e o CDS barafustar por mais esta reposição de direitos conseguida pela luta dos trabalhadores e a intervenção do PCP. Neste conflito, o seu brado não é outra coisa senão reflexo da natureza dos interesses que defendem.