OLP responsabiliza Israel pela violência em Gaza

ATAQUES Aviões israelitas bombardearam dezenas de alvos civis na faixa de Gaza, alegadamente em resposta ao lançamento de morteiros por forças da resistência palestiniana contra território de Israel.

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) responsabilizou Israel pela perigosa escalada da violência na faixa de Gaza bloqueada. «Israel tem plena responsabilidade pela grave escalada que instigou em Gaza, assim como pela destruição e o terror indiscriminados que provocou», acusou na terça-feira, 13, um comunicado da OLP.

As autoridades palestinianas denunciaram os ataques israelitas nos dois dias anteriores contra estruturas civis no enclave, afirmando que dois milhões de palestinianos que sofreram o bloqueio ilegal de Israel durante os últimos 12 anos foram atacados e não têm onde refugiar-se. Os bombardeamentos deliberados de Israel a edifícios residenciais, a uma estação de televisão e a outras instalações civis «são crimes de guerra e Israel deve enfrentar as consequências das suas acções», acusou a OLP.

O comunicado sublinha que a liderança palestiniana está comprometida a defender o direito do seu povo a viver em paz, segurança e liberdade, utilizando todas as ferramentas diplomáticas e legais disponíveis. «Com a ajuda do Egipto e de outras partes interessadas, continuaremos os nossos esforços sérios para conseguir a reconciliação e a unidade da Palestina», conclui a declaração da OLP.

Em Ramallah, o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Malik, solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir os ataques militares israelitas contra a faixa de Gaza.

Por seu lado, a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) apelou a todos os amigos da Palestina no mundo para que se solidarizem com Gaza sob ataque de Israel. «Este ataque é uma tentativa de suprimir as conquistas da Grande Marcha de Retorno, na qual milhares de palestinianos na faixa de Gaza exigiram o direito fundamental de regressar e de romper o bloqueio», considera a FPLP.




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