Abstenção «ganhou» referendo na Macedónia

Uma abstenção de mais de 63% do milhão e 806 mil cidadãos com direito a voto deitou por terra a ratificação mediante referendo nacional do acordo entre a Macedónia e a Grécia sobre o novo nome do país.

A Comissão Eleitoral Estatal informou em Skopje que, uma vez escrutinados as 3480 assembleias eleitorais em 80 municípios, só compareceram nas urnas 666 743 cidadãos, o que equivale a 36,91% do total.

A consulta pretendia saber se os macedónios apoiavam a futura entrada do país na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) com a aprovação do acordo sobre o nome entre a República da Macedónia e a Grécia. Responderam favoravelmente 91,46% dos cidadãos, 5,65% votaram contra e 2,98% dos votos foram invalidados.

O novo nome acordado entre os negociadores de Skopie e Atenas, com a mediação da ONU, após quase três décadas de litígio, é República de Macedónia do Norte.

Numa mensagem ao país, o presidente macedónio, Gjorge Ivanov, afirmou que a maioria silenciosa decidiu, que a realidade é que o referendo fracassou e que ninguém deve tentar mudá-la. Sublinhou que o momento é de actuar com responsabilidade e que ninguém deve desvalorizar a vontade soberana do povo macedónio – uma clara referência ao discurso do governo proclamando vitória no plebiscito.

Dado o carácter não vinculativo do referendo, o primeiro-ministro vai tentar um acordo com a oposição para procurar ratificar os resultados no parlamento. Em caso contrário, deverão ser convocadas eleições antecipadas.




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