Utentes do Litoral Alentejano alertam para degradação da Saúde

SAÚDE As comissões de utentes do Litoral Alentejano analisaram, no dia 25 de Maio, a situação dos diversos serviços públicos e das acessibilidades na região. Entre os vários problemas destaca-se o da saúde.

PS, PSD e CDS promoveram a degradação dos serviços públicos

«Em pleno século XXI, verificamos que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) se encontra delapidado, fruto das opções políticas erradas dos sucessivos governos (PS, PSD e CDS), que promoveram a progressiva degradação dos serviços públicos», denunciam os utentes, em comunicado, alertando para a «situação crítica» da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

No documento considera-se «inadmissível» que, por exemplo, as populações de Canal Caveira e de Vale de Santiago (Odemira) só tenham «acesso a cuidados de saúde médicos de 15 em 15 dias». «Se, por qualquer motivo, o médico não for no dia previsto, os utentes ficam sem consulta um mês ou mais», apontam as comissões, criticando o facto de as extensões de São Bartolomeu (Santiago do Cacém), São Francisco da Serra (Santiago do Cacém) e Barrancão (Alcácer do Sal) estarem encerradas.

«Inadmissível» é, também, que no Hospital do Litoral Alentejano (HLA) a Urgência Pediátrica «não seja assegurada diariamente por médicos especialistas em pediatria, sendo as crianças observadas por médicos indiferenciados», e que os «tempos máximos de resposta garantidos não sejam cumpridos» nos serviços de cirurgia, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia e urologia, bem como nas consultas de medicina interna, neurologia, obstetrícia, oftalmologia (2800 utentes em lista de espera) e otorrinolaringologia (utentes em espera há mais de 510 dias).

Simultaneamente, «existe apenas um médico para cem mil utentes» nas especialidades de cardiologia, medicina física e reabilitação e urologia, acrescentam as comissões, que não compreendem que «tenham sido encerradas 20 camas no HLA desde Janeiro de 2018» e faltem «cerca de 100 enfermeiros na ULSLA», ao mesmo tempo que o Conselho de Administração afirma que não há dinheiro para a contratação de profissionais de saúde e existam serviços que funcionam através de contratação externa, como a cardiologia, imagiologia e oftalmologia, entre outros.

Soluções para a saúde

Valorizando os «direitos repostos ou conquistados através da luta», as comissões exigem a diminuição das listas de utentes por cada médico de família, de 1900 para 1500; a criação do Enfermeiro de Família; a ampliação do quadro de profissionais de saúde, assistentes técnicos e operacionais no HLA; cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos nas consultas, cirurgias e exames complementares de diagnóstico; reversão das análises clínicas para a ULSLA; a abertura do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Grândola, 24 horas.

Também se reclama a construção do novo centro de saúde de Santiago do Cacém; ampliação da sala do Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Odemira; colocação de uma Ambulância Suporte Imediato de Vida no Centro de Saúde de Alcácer do Sal; manutenção do Serviço de Urgência Básica de Alcácer do Sal; ampliação da sala de espera das consultas externas do HLA; ampliação do parque de estacionamento do HLA; fim das parcerias público-privadas e da prestação de serviços pelas empresas de trabalho temporário; abolição das taxas moderadoras.




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