Assembleias de organização são expressão da democracia interna
DEMOCRACIA INTERNA Como se comprova pela própria agenda do Avante!, 2018 está a ser marcado pela realização de múltiplas assembleias das organizações do Partido, da base à escala regional.
As assembleias permitem a cada organização traçar objectivos
A resolução do Comité Central sobre o reforço do Partido, aprovada em Janeiro, consagra um ponto específico a este assunto, concedendo particular importância ao que considera ser «uma das componentes da democracia interna integrante dos princípios de funcionamento do Partido».
No sábado, 27, realizou-se a 12.ª assembleia da organização concelhia do Barreiro, na qual participaram mais de 180 delegados. A resolução política aprovada por unanimidade expressa as prioridades para a intervenção partidária no concelho e os objectivos orgânicos a atingir. As moções, também aprovadas pela totalidade dos delegados, exprimem questões prementes da actualidade: «Pela Paz, pelo desarmamento, pela solidariedade. por uma política externa portuguesa fiel à Constituição da República Portuguesa»; «Aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete. Uma exigência para o desenvolvimento da região e do País»; «Pela reposição das oito freguesias do concelho do Barreiro»; «A luta dos trabalhadores pelo aumento geral dos salários, pela exigência de mais emprego, pelo fim da precariedade».
A assembleia discutiu e elegeu igualmente a composição da nova Comissão Concelhia. No encerramento interveio José Capucho, do Secretariado, que sublinhou a importância de momentos como aquele para prosseguir a luta pela ruptura com a política de direita.
Em Bragança, realizou-se recentemente a 9.ª assembleia da organização concelhia, cujo lema apontava os seus principais objectivos: «Mais Organização, Mais Influência, Um PCP mais forte!». O próprio processo preparatório da assembleia revelou-se determinante para enriquecer as suas conclusões, no que respeita à identificação de obstáculos e definição de prioridades. A resolução política emanada de todo este processo foi aprovada por unanimidade, assim como a Comissão Concelhia, com uma proporção de um elemento por cada membro do Partido.
O órgão eleito enquadra e responsabiliza mais militantes, integra mulheres, jovens, operários e reformados, está ligado ao movimento sindical unitário, à intervenção institucional do Partido e à defesa dos serviços públicos, ao mesmo tempo que reflecte a composição social, etária e de género da organização. A intervenção de encerramento foi proferida por Gonçalo Oliveira, da Comissão Política.
Também a célula dos Correios de Lisboa realizou a sua 12.ª assembleia, que elegeu o novo secretariado de célula, analisou a situação nacional e das empresas do sector e estabeleceu objectivos a atingir nos próximos anos. Particular atenção foi dada à actividade desenvolvida pelos militantes comunistas nas diversas frentes de luta que a célula enfrenta na defesa dos direitos dos trabalhadores do sector e da necessária e urgente renacionalização dos CTT.