Investimento no Metro exclui respostas urgentes
SOLUÇÕES A submissão às orientações e imposições da União Europeia e do euro continua a travar a resposta necessária aos problemas dos transportes públicos, comentou o PCP.
Falta uma discussão que resulte num plano de fomento
O Sector dos Transportes da Organização Regional de Lisboa do Partido saudou a decisão do Governo de comprar material circulante e de sinalização para o Metropolitano de Lisboa, que sucede a «anos de desinvestimento, da responsabilidade de PS, PSD e CDS», mas «ocorre quando continuam a ser adiadas as respostas urgentes – e de muito menor custo – de que o ML necessita».
Num comunicado de dia 9, segunda-feira, o sector «lamenta» que a decisão seja «desenquadrada de uma discussão séria sobre as necessidades nacionais de material circulante nos próximos 15 anos e a possibilidade de enfrentar essas necessidades com um autêntico plano de fomento». Este deve impor «as soluções mais racionais» e garantir «a máxima incorporação nacional, quer na produção, quer na manutenção futura do material», como o PCP propõe num projecto de resolução que apresentou na AR.
O Partido «lamenta ainda que, continuando há longo tempo 30 composições (mais do dobro do que agora se anuncia querer comprar) imobilizadas por falta de trabalhadores na Manutenção do Metropolitano, o Governo continue a proibir a contratação dos 23 trabalhadores pedidos pela própria administração».
«Também noutras questões essenciais para a melhoria do serviço», como a falta
de trabalhadores nas estações, na fiscalização e na manutenção da infra-estrutura, o Governo «continua a adiar as contratações necessárias» e «a dar mostras de antes apostar na tentativa de generalizar a subcontratação».