Duas medidas

A Se­gu­rança So­cial, as pen­sões e as re­formas são temas em que a marca do PCP na ac­tual le­gis­la­tura é in­des­men­tível. Foi-o nos au­mentos ex­tra­or­di­ná­rios do ano pas­sado e deste ano, indo além do sim­ples des­con­ge­la­mento a que ou­tros se re­sig­naram, e é-o na dis­cussão em torno da idade da re­forma e das con­di­ções em que pode ser an­te­ci­pada sem pe­na­li­za­ções.

Na úl­tima sexta-feira foram apre­sen­tados vá­rias ini­ci­a­tivas le­gis­la­tivas sobre o tema, par­ti­cu­lar­mente sobre as re­formas an­te­ci­padas, face ao atraso do Go­verno em cum­prir com o seu pró­prio ca­len­dário re­la­ti­va­mente à ma­téria. Je­ró­nimo de Sousa anun­ciou a apre­sen­tação de vá­rias pro­postas para «va­lo­rizar efec­ti­va­mente as longas car­reiras con­tri­bu­tivas, bem como para de­fender os di­reitos dos tra­ba­lha­dores e dos re­for­mados», no sá­bado, em Braga.

Disto nada se viu, ouviu ou leu na co­mu­ni­cação so­cial. Podia-se ima­ginar que a opção ti­vesse pas­sado por des­tacar algum tema local, já que se tratou de uma as­sem­bleia de or­ga­ni­zação re­gi­onal, mas não foi o caso. Na ver­dade, os jor­nais ig­no­raram a ini­ci­a­tiva quase por com­pleto, com apenas duas pe­quenas caixas no Cor­reio da Manhã e no Jornal de No­tí­cias. Nos no­ti­ciá­rios de te­le­visão e rádio, com ex­cepção da es­tação pú­blica, nada a as­si­nalar. Um con­traste gri­tante com a ini­ci­a­tiva de um outro par­tido, que nos dias se­guintes teve di­reito a ampla co­ber­tura me­diá­tica a pro­pó­sito de… uma pro­posta para as longas car­reiras con­tri­bu­tivas! Que, por sinal, é mais re­cuada do que a do pró­prio Go­verno e in­com­pa­rável no seu al­cance com a do PCP.

Esta é uma linha re­cor­rente ao longo dos úl­timos anos e que, no fu­turo pró­ximo, se deve in­ten­si­ficar. Cla­ra­mente, não é do in­te­resse dos in­te­resses que con­trolam os media que as marcas do PCP na ac­tual so­lução po­lí­tica te­nham mí­nima vi­si­bi­li­dade. Só assim se com­pre­ende que sejam apa­gadas as suas pro­postas, en­quanto as de ou­tros são in­su­fladas.

Marx ocul­tado

Num ano em que se as­si­nala o se­gundo cen­te­nário do nas­ci­mento de Karl Marx, o PCP tem pro­mo­vido vá­rias ini­ci­a­tivas em torno da efe­mé­ride, com des­taque para a con­fe­rência re­a­li­zada em Fe­ve­reiro, em Lisboa.

Na al­tura, o tra­ta­mento me­diá­tico da ini­ci­a­tiva foi, no geral, o apa­ga­mento. 200 anos de­pois do seu nas­ci­mento, Marx e a sua obra con­ti­nuam a ser uma pedra no sa­pato do poder eco­nó­mico, que do­mina a co­mu­ni­cação so­cial. Ainda na pas­sada sexta-feira o PCP re­a­lizou uma sessão em que as­si­nalou os 170 anos do Ma­ni­festo do Par­tido Co­mu­nista, ini­ci­a­tiva que foi com­ple­ta­mente ig­no­rada pela im­prensa.

Como afirmou o Se­cre­tário-geral do PCP, as­si­nalar o se­gundo cen­te­nário do nas­ci­mento de Marx «é er­guer todas as nossas ca­pa­ci­dades e ener­gias para cum­prir as ta­refas da luta que tra­vamos em de­fesa dos in­te­resses dos tra­ba­lha­dores». Que as er­gamos, também, para que­brar a bar­reira me­diá­tica com que aqueles que estão do outro lado nos tentam si­len­ciar.




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