«Semana da Igualdade» do movimento sindical
LUTA Entre 5 e 9 de Março, a CGTP-IN e os sindicatos organizaram iniciativas em locais de trabalho e acções de rua, para «Afirmar a Igualdade» exigindo «Emprego, Direitos, Dignidade».
Os problemas das mulheres têm lugar de realce na acção sindical
Foi entregue um folheto editado nesta semana onde se fala das origens do 8 de Março, como Dia Internacional da Mulher, e de seis áreas que merecem informação, esclarecimento e exigência firme de respeito por direitos: discriminação salarial, precariedade, doenças profissionais, maternidade e paternidade, assédio no trabalho, e conciliação do trabalho com a vida familiar e pessoal.
Nas ruas e praças
Realizaram-se concentrações e desfiles em diversos distritos que tiveram lugar em Lisboa, Porto, Guimarães, Setúbal, Faro, Évora e Covilhã.
O desfile organizado pela União dos Sindicatos de Lisboa para a Assembleia da República começou na Praça Luís de Camões, encabeçado por uma banda jovem, intercalando música e palavras de ordem. Frente ao Parlamento teve lugar uma «tribuna pública», onde intervieram dirigentes da União dos Sindicatos de Lisboa, de sindicatos dos têxteis (realçando o caso da fábrica de Sacavém que a multinacional Triumph decidiu abandonar), do comércio e serviços (com ênfase na luta na União das Misericórdias), das indústrias eléctricas (focando o combate à precariedade em importantes sectores da EDP), e da Comissão Executiva da CGTP-IN.
A manifestar solidariedade, esteve aqui a deputada comunista Diana Ferreira.
No Porto, pontuada com aguaceiros, a concentração do 8 de Março promovida pela União dos Sindicatos do Porto fez-se cerca das 15 horas, na Praça da Batalha, seguindo-se um desfile até junto do centro comercial Via Catarina, onde, em «tribuna pública», foram expostos problema e lutas em diversos sectores de actividade onde as mulheres estão em larga maioria.
De manhã, em Guimarães e também com chuva, os sindicatos da Federação dos Têxteis, Vestuário e Calçado realizaram uma acção de protesto no Largo do Toural, onde foi anunciada uma greve para dia 23, dando seguimento à luta pela humanização do trabalho, pela dignificação das profissões e pelo salário mínimo de 600 euros nestes sectores, cujas empresas registam resultados muito positivos nos últimos anos. Foi depois apresentada, em conferência de imprensa, fundamentação detalhada para o protesto e a luta dos trabalhadores (mulheres, na grande maioria), com exigências à associação patronal ATP e também ao Governo.