Tensão na Síria entre EUA e Rússia

RESPOSTA A Rússia avisou que responderá militarmente na Síria se os Estados Unidos atacarem Damasco, como ameaçam fazer, para travar a ofensiva governamental em Ghouta Oriental contra grupos terroristas.

As ameaças dos EUA aumentam face à ofensiva síria em Ghouta

LUSA

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A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, ameaçou na segunda-feira, 12, que Washington actuará por iniciativa própria na Síria se o Conselho de Segurança o não fizer.

A diplomata anunciou um novo projecto, patrocinado pelo seu país, de resolução de cessar-fogo na Síria, que não permitirá nenhuma acção anti-terrorista. Se for aprovada, a resolução entrará em vigor imediatamente e exigirá a paragem das hostilidades em toda a Síria.

Em resposta, o representante permanente da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, defendeu que a operação anti-terrorista levada a cabo pelo exército sírio não contradiz a resolução 2401 aprovada a 24 de Fevereiro. O embaixador russo afirmou que a zona de Ghouta Oriental, em Damasco, continua a ser um viveiro de terroristas.

Em Moscovo, o chefe do estado-maior das forças armadas da Rússia, general Valeri Guerásimov, declarou que em caso de ameaça aos militares do seu país na Síria, em particular um ataque com mísseis contra Damasco, haverá uma resposta russa «com mísseis».

Segundo Guerásimov, em Ghouta Oriental, os terroristas estão a usar agentes químicos contra civis e os Estados Unidos estão por detrás dessas acções para, depois, culpar o governo sírio de tais crimes.

No terreno, Ghouta Oriental tem sido palco de violentos combates entre o exército sírio e os grupos de extremistas, entre os quais a Frente al-Nusra, ligada à Al-Qaida, que utiliza a população civil como escudo e dispara morteiros contra bairros de Damasco. As forças governamentais estão a progredir e, no início da semana, já tinham libertado cerca de 60 por cento do território do enclave.





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