MPPM condena início do Giro d’Italia em Israel

O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) condenou o início em Israel, de 4 a 7 de Maio, da Volta à Itália em bicicleta, uma prestigiada prova de ciclismo.

O MPPM juntou-se ao «Apelo Internacional – Deslocalizar a “Grande Partida” do Giro d'Italia de Israel» e condena esta «operação de branqueamento» de Israel.

Os organizadores do Giro d’Italia «estão deste modo a colaborar nas “celebrações” do 70.º aniversário da fundação de Israel. As próprias autoridades israelitas não escondem que se trata de uma grande operação de cosmética política, de “normalização” do Estado de Israel», denuncia. E mais:

«Israel não é um país “normal”, é antes o único país do mundo que não declara as suas fronteiras, o país que mais resoluções da ONU violou e viola, gozando de inaceitáveis cumplicidades e complacências.

Israel está fundado sobre uma deliberada e impiedosa limpeza étnica e, quando Israel celebra os seus 70 anos, o povo palestino recorda com dor os 70 anos da Nakba, a catástrofe que constituiu a expulsão da sua terra natal de mais de 700 000 palestinos, muçulmanos e cristãos, ainda hoje impedidos de regressar. (…)

O Giro d’Italia tem marcado o seu início para Jerusalém, cuja parte oriental é, à luz do direito internacional, território ocupado. A recente decisão dos Estados Unidos de reconhecerem Jerusalém como capital de Israel não pode alterar este facto, ainda que suscite fundado repúdio, para mais considerando a continuada limpeza étnica da população palestina visando a completa judaização da cidade. (…)»

O MPPM considera inaceitáveis as tentativas de «normalização» dos crimes de Israel e apela a que nenhum ciclista português participe «nesta operação de branqueamento da realidade brutal da limpeza étnica, da ocupação e da discriminação praticadas por esse país».




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