Pela reabertura da «urgência» do Hospital de Espinho
Um projecto de resolução do PCP pugnando pela reabertura do serviço de urgência básica do Hospital de Espinho mereceu a recente aprovação do Parlamento, com a abstenção do PS, PSD e CDS-PP. Resoluções em idêntico sentido do PEV e BE tiveram igual votação, tendo uma outra do PSD (pela criação de um Serviço de Atendimento Permanente – SAP) obtido também luz verde, mas com os votos do CDS-PP e PAN, optando o PS pela abstenção e as restantes bancadas pelo voto contra.
«Espinho tem mais de 31 mil habitantes. As freguesias limítrofes de outros concelhos, com ligações históricas, culturais e físicas a Espinho totalizam mais de 74 mil. São mais de 100 mil habitantes que podem ser atendidos no serviço de urgência, ajudando a descongestionar as urgências de Gaia e da Feira», referiu a deputada comunista Diana Ferreira, justificando a necessidade de reabertura daquele serviço no Hospital de Espinho.
Essa é uma exigência da população desde que foi conhecida a decisão de encerrar a «urgência» com os prejuízos daí decorrentes para os mais de 35 mil utentes que nela eram atendidos e que, em muitos casos, viram limitado ou impedido neste âmbito o seu direito de acesso a cuidados de saúde.
Isto mesmo foi sublinhado por Diana Ferreira, que lembrou ainda que desde o fecho da «urgência» que os utentes são obrigados a deslocar-se até ao Hospital Santos Silva, em Gaia, que serve mais de 700 mil habitantes e onde aquele serviço é dos «mais congestionados do País».