Valorização da calçada portuguesa e do calceteiro

Foi recentemente aprovada pelo Parlamento, por unanimidade, a resolução proposta pelo PCP para a valorização da calçada portuguesa e da profissão de calceteiro. Diplomas em sentido idêntico do PEV, BE, PAN e PSD obtiveram igual aprovação.

Manter e valorizar a calçada portuguesa justifica-se plenamente, no entender do PCP, tendo em conta o valor singular que ela tem na nossa cultura, enquanto «herança do património colectivo e da memória colectiva».

Nas suas diferentes dimensões, quer ao nível da própria extracção e produção da pedra de calçada quer o nível do assento das pedras (calcetamento), esta é uma actividade tradicional com significativa importância e que marca e valoriza as nossas cidades.

Trata-se, como lembrou na apresentação do diploma a deputada comunista Ana Mesquita, de uma «arte com raízes profundas a nível histórico», que vem desde a presença dos romanos e que chega aos dias de hoje como uma originalidade portuguesa.

Infelizmente, porém, esta arte não tem sido devidamente valorizada, porque os «salários são curtos, as condições de trabalho são difíceis e muitas vezes os calceteiros não têm a estabilidade e o vínculo que deveriam ter», lamentou a parlamentar do PCP. Daí a necessidade de valorizar a calçada portuguesa, o que, na sua perspectiva, passa pela «divulgação dos modos de fazer e suas técnicas», pela «valorização da própria profissão de calceteiro», promovendo nomeadamente a sua qualificação profissional e a estabilização laboral, e pela declaração de apoio da Assembleia da República à candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade.




Mais artigos de: Assembleia da República

Pela integração e vinculação dos técnicos especializados

O Parlamento aprovou a recomendação ao Governo proposta pelo PCP para a criação dos Grupos de Recrutamento que correspondam às funções de docência dos técnicos especializados. O texto obteve acolhimento de todas as bancadas, menos do PSD e do CDS-PP que se...

Deputado João Ramos dará lugar a João Dias

O deputado comunista por Beja, João Ramos, deixará as suas funções na AR a partir do próximo dia de 1 Março, sendo substituído no cargo pelo enfermeiro João Dias. Razões de natureza pessoal e familiar estão na base desta saída de João...