Agricultores apresentam plano ultrapassar efeitos das intempéries

APOIOS A Confederação Nacional da Agricultura e a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra reclamam a definição de um «Plano Integrado de Contingência» para reposição e controlo de efectivos de ovinos e caprinos.

Repor os efectivos pecuários, nomeadamente da Ovelha Bordaleira

LUSA

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Dado a conhecer no dia 22 de Dezembro, o plano – com o objectivo de minimizar os danos causados pelos incêndios de 15 e 16 de Outubro, assim como os efeitos da seca – visa repor os efectivos pecuários, nomeadamente de Ovelha Bordaleira Serra da Estrela e controlar as características desta raça autóctone.

Além da defesa do Queijo da Serra da Estrela e de outros produtos pecuários (regionais) e dos interesses dos pequenos e médios produtores de ovinos e caprinos, e seus derivados, o plano – complementar a outras ajudas comuns já definidas (ou por definir) – permite, entre outras matérias, a recuperação sócio-económica e a coesão territorial dos territórios fragilizados.

Medidas práticas
A planificação institucional – com base na Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) – da reposição dos efectivos «queimados» com prioridade para os produtores (pastores) mais tradicionais, é uma das medidas práticas constantes no plano. A esta junta-se a instituição de um prémio especial para a recria e o fornecimento gratuito de animais, em especial Bordaleiras Serra da Estrela, por parte da DGAV, em estreita colaboração com a Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela.

Os agricultores continuam ainda a reivindicar ao Ministério da Agricultura e ao Governo a criação e gestão de numerosos parques de recepção (e comercialização) de madeiras «salvadas» dos incêndios do ano de 2017.

Fixar os terrenos percorridos pelos incêndios 

A CNA e ADACO estão ainda preocupadas com as cinzas e outros detritos que foram arrastados para as linhas de água (ribeiros e rios) com as primeiras chuvas.

A situação «põe em risco até a saúde pública», alertam os agricultores, considerando «indispensável» e «urgente» que os ministérios da Agricultura e do Ambiente, o Governo e as autarquias mais afectadas «dêem conta da catástrofe ambiental que já temos e que ameaça agravar-se» e «intervenham no terreno de forma preventiva, correctiva, planificada e abrangente».




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