CTT pretendem encerrar postos em nove distritos

CORREIOS A administração dos CTT confirmou anteontem a intenção de fechar este ano 22 balcões em Portugal continental e ilhas, primeiro passo do plano que pretende impor até ao final de 2020.

Lisboa, Porto, Setúbal, Aveiro e Santarém são os distritos mais afectados

A intenção da administração dos CTT de aplicar nos próximos três anos aquilo que designa por Plano de Transformação operacional – envolvendo a liquidação de pelo menos 800 postos de trabalho, a venda de cerca de 30 propriedades e a extinção de um número ainda indeterminado de lojas, era conhecida desde o passado dia 19 de Dezembro. O Eco adiantou, porém, anteontem, que os CTT pretendem, já em 2018, avançar com o fecho de 22 estações afectando 53 trabalhadores.

A publicação divulgou a informação citando um documento entregue à Comissão de Trabalhadores da empresa privatizada em 2014. No esclarecimento enviado às redacções a administração dos CTT admite que são verdadeiros os dados avançados pelo jornal económico, mas sustenta que não está em causa «o serviço de proximidade às populações».

Por esclarecer fica, entre outras matérias, se a administração dos CTT assegura que o que chama de «pontos de acesso» (a rede dos CTT tem estações próprias e estabelecimentos com os quais tem acordos de diverso âmbito) estão capacitados para desenvolver todo o serviço público, e designadamente o postal, de que a empresa é a única concessionária em Portugal.

Lisboa (5), Porto (5), Setúbal e Aveiro (3), Santarém (2), são os distritos mais afectados pelos encerramentos já anunciados, mas os CTT pretendem ainda fechar portas de estações nos distritos de Braga, Ponta Delgada, Vila Real e Madeira.

Reagindo ao anúncio, vários autarcas pronunciaram-se contra o encerramento dos correios nas localidades em que são eleitos. O presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira sublinhou que «[o encerramento dos correios] era uma possibilidade que pairava».

«Foi-me garantido que não havia essa intenção nas várias vezes que reuni com a administração dos CTT, pelo que espero que ainda haja margem para dialogar e evitar este fecho de um serviço público essencial e que é o único no concelho», afirmou ainda o edil comunista, antes de esclarecer que «além da estação em Alpiarça, que serve todo o concelho, só existe na zona uma loja dos CTT instalada numa papelaria, mas que não tem todas as valências».

Recorde-se que a retoma do controle público dos CTT foi proposta pelo PCP na AR no passado dia 15 de Dezembro.




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