EUA instigam regresso da guerra ao Donbass

UCRÂNIA O for­ne­ci­mento de armas pelos EUA à Ucrânia «pode pro­vocar novas ví­timas no nosso vi­zinho», alerta o Mi­nis­tério dos Ne­gó­cios Es­tran­geiros da Fe­de­ração Russa.

Em causa está a venda de ar­ma­mento ao go­verno tí­tere ucra­niano

Lusa

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A ad­ver­tência da chan­ce­laria das re­la­ções ex­te­ri­ores de Mos­covo foi feita de­pois de os EUA terem con­fir­mado, sá­bado, 23, o re­forço da sua as­sis­tência em ma­téria de de­fesa à Ucrânia, in­vo­cando a ne­ces­si­dade de Kiev as­se­gurar a so­be­rania sobre o seu ter­ri­tório e «cons­truir a sua de­fesa a longo prazo».

Em causa está a venda de ar­ma­mento ao go­verno tí­tere ucra­niano, de­sig­na­da­mente mís­seis an­ti­tanque no valor de 47 mi­lhões de dó­lares, e es­pin­gardas au­to­má­ticas, in­cluindo para franco-ati­ra­dores, no valor de 41 mi­lhões de dó­lares.

O De­par­ta­mento de Es­tado norte-ame­ri­cano de­fende que «a ajuda é to­tal­mente de­fen­siva» e visa «dis­su­adir fu­turas agres­sões», mas o Mi­nis­tério dos Ne­gó­cios Es­tran­geiros russo in­siste que se «os re­van­chistas de Kiev estão a atirar todos os dias no Don­bass» porque «não querem re­a­lizar ne­go­ci­a­ções de paz e so­nham em fazer de­sa­pa­recer a po­pu­lação in­sur­recta», «os EUA de­ci­diram dar-lhes armas para o fazer».

«Esta de­cisão pre­ju­dica o tra­balho de im­ple­men­tação os acordos de Minsk de 2015», su­bli­nhou igual­mente o Kremlin, para quem «não há outra ma­neira de re­solver o con­flito in­terno ucra­niano» a não ser através de «um diá­logo di­recto e ho­nesto» entre Kiev e as auto-pro­cla­madas re­pú­blicas de Lu­gansk e Do­netsk, na re­gião do Don­bass, Leste da Ucrânia.

A guerra na Ucrânia pro­vocou, entre 2014 e 2015, cerca de dez mil mortos e inú­meros des­lo­cados.

Re­corde-se que na se­gunda-feira, 19, Do­nald Trump apre­sentou a nova es­tra­tégia de de­fesa na­ci­onal de Washington atri­buindo à Rússia e à China o es­ta­tuto de po­tên­cias ri­vais que pro­curam de­sa­fiar o poder dos EUA e minar a se­gu­rança e pros­pe­ri­dade do país, algo que foi ime­di­a­ta­mente cri­ti­cado por Mos­covo e Pe­quim, para quem tal traduz o re­gresso à lin­guagem e às prá­ticas da cha­mada «guerra fria».





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