Cuba critica retrocesso nas relações com EUA
BLOQUEIO «Em 2017 fomos testemunhas de um grave e irracional retrocesso das relações Cuba-EUA», afirmou Raúl Castro, que rejeitou responsabilidades no sucedido.
O governo cubano rejeita responsabilidades
O presidente cubano discursou quinta-feira, 21, no encerramento dos trabalhos deste ano da Assembleia Nacional do Poder Popular e aproveitou a ocasião para lamentar «o regresso da retórica agressiva e desrespeitosa e a arbitrária aplicação de medidas injustificadas que afectam sensivelmente os vínculos entre os povos [norte-americano e cubano]. Em causa está o recrudescimento do bloqueio por parte da administração Trump, que acusa Havana de ter procedido a «ataques acústicos» a 24 diplomatas dos EUA, em Agosto.
O governo cubano rejeita responsabilidades no sucedido e lembra que tal foi confirmado pelas investigações levadas a cabo por peritos norte-americanos e cubanos. Dai que Raúl Castro tenha mesmo falado em «fabrico artificial de pretextos» da parte da Casa Branca com o objectivo de reverter o desanuviamento das tensões entre os dois países, iniciado em Dezembro de 2014.
O presidente cubano, que deverá abandonar o cargo em meados do próximo ano, reiterou a disposição de Cuba para aprofundar a reparação das relações bilaterais na base do respeito mútuo, mas sublinhou que «a Revolução aguentou o embate de 11 administrações [dos EUA] e aqui estamos e estaremos livres, soberanos e independentes».