Luta continua nas Honduras

«A ditadura foi vencida nas urnas e o povo deve continuar as manifestações pacíficas pela democracia», considera a Aliança da Oposição contra a Ditadura, liderada pelo ex-presidente Manuel Zelaya, destituído em 2009 por um golpe de Estado.

Realçando que «os hondurenhos devem manter uma posição de dignidade e grandeza», e, «enquanto povo livre», rejeitar «a atitude subserviente [aos EUA]», a Aliança agradeceu, em comunicado divulgado na sexta-feira, 22, o empenho do candidato Salvador Nasralla, arredado da presidência por uma fraude eleitoral que atribuiu a vitória ao actual presidente, Juan Orlando Hernández (JOH).

Antes, Salvador Nasralla anunciou o seu afastamento da vida política acusando Washington de ter legitimado a fraude. «Interessa-me o facto de ter ficado o precedente de que o governo das Honduras não foi eleito pela maioria do povo, mas imposto pela vontade dos EUA», disse.

A repressão das manifestações contra a fraude eleitoral nas Honduras, ocorridas desde 27 de Novembro, já provocou a morte a 34 pessoas. Pelo menos 1500 foram detidas nas últimas semanas.

As Honduras são um dos países mais pobres e desiguais da América Latina. Dados do Fundo Social da Dívida Externa e Desenvolvimento das Honduras indicam que, em 2017, a percentagem de população miserável cresceu de 65,7 por cento para 68,8 por cento do total.




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